O governador Ricardo Coutinho provou mais uma vez, como se deu nesta segunda-feira nas comemorações de Cem Dias de Governo, que se mantém com olhar e posicionamento de espectro Socialista imexível na proporção relativa de que, no quesito obras e serviços, mostrou apenas o que pode tendo ainda muito o que fazer.
A despersonalização do retrato oficial do governante substituindo-o por fotos de populares personaliza o viés ideológico de quem age com a cabeça fincada no Socialismo de massas. Para a classe política em torno de Ricardo isso pode não ter grande significação, mas é essência pura deste projeto inaugurado em janeiro último.
É verdade que citou dezenas de ações e projetos das mais diferentes matizes, muitos deles de cunho social voltado para os mais necessitados, mas quem conhece Ricardo de obras como a Estação Ciência sabe que um dia, mais na frente, este perfil mais volumoso haverá de advir porque agora só pode apresentar cenas distribuídas.
Têm importância, ninguém duvida, mas o fator restritivo no campo financeiro acabou centrando as maiores ofertas na retomada de Camará, por exemplo.
Só que, para quem não quer ver – mas precisa enxergar – Ricardo está mudando fortemente a cultura reinante até algum tempo quando as gratificações podiam ser fruto imediato de uma pressão política, mas hoje certamente que haverá de enfrentar resistência porque a distribuição graciosa de DAs deixou de existir e muita gente pensa que não.
Nesta segunda-feira, o prefeito de Sousa nos ligou afirmando: “tenho batido cabeça com ele (o governador) por conta de algumas questões, mas acho que a essência do seu governo está correta e se ele não mantiver esse nível deixando de existir gratificações em nível descontrolado certamente que fará desmoronar tudo o que prometeu”.
Só que Tyrone não é maioria, ao contrário, porque a maioria quer os mesmos apoiamentos existentes no passado.
Seja como for, Ricardo vai se mantendo coerente com seu projeto.
