{arquivo}As falas do governador Ricardo Coutinho na abertura da I Conferência Estadual de Desenvolvimento Sustentável, nesta quinta-feira, e do futuro senador Cássio Cunha Lima, em entrevistas, priorizando o foco na construção de diálogos e entendimentos entre todas as forças políticas, indistintamente, é algo que precisa ser mantido e ampliado em nome do futuro do Estado.
Se é verdadeiro o Pacto de superação das diferenças, como repetiu Ricardo Coutinho, certamente que o ato de estender a mão do governador pode inaugurar novo estágio do relacionamento político entre nossas lideranças.
– Não tenho nenhum problema de conviver com quem tem divergência comigo e vamos buscar construir, sim, meios das questões coletivas poderem ser tratadas acima dos problemas pessoais – sintetizou como que sinalizando para a busca de entendimentos com todas as forças políticas do Estado.
Cássio reforçou a tese defendida por Ricardo nesta quinta-feira, a partir de um pronunciamento de alta importância feito por ele na direção do futuro, que foi repetir sua decisão de não ser candidato em 2014, como querem alguns dos aliados, porque vai apoiar a reeleição do atual governador.
Ora, se Cássio implode a hipótese de candidatura ao Governo em 2014 logo o terreno se torna fértil para que as conversas com os diversos atores da política paraibana possam permitir a abertura de diálogos permanentes, mesmo que mínimos, posto que essa inovação de postura há tempo precisa ser examinada e posta em prática por nossa elite política.
É evidente que as disputas municipais, por exemplo, devem colocar o governador e demais atores políticos em campos diferentes, mas esta agenda não pode ser precipitada a qualquer preço, mesmo que os interesses de futuro nas disputas sejam divergentes, porque é preciso dar um mínimo de fôlego para se pensar e construir uma nova fase na direção do futuro do Estado.
Ricardo e Cássio agem corretamente ao propor e agir em favor da distensão política mínima porque ninguém agüenta viver num inferno de intrigas o tempo todo.
O exemplo da Espanha
Já tratei deste assunto na Coluna e repito agora: na Espanha, nos anos 70, as lideranças das várias correntes políticas e étnicas do Pais se reuniram no Palácio de Moncloa e lá definiram um Pacto em favor da Espanha, onde todas as grandes ações definidas de comum acordo passaram a ser respeitadas por quem estivesse ou esteja no Governo.
E, olhem, que a Espanha registra conflitos históricos entre Catalãos, Bascos (estes com extinto ETA – grupo terrorista), etc e mesmo assim conseguiram superar essas intrigas seculares.
Projeto para 16 anos
A realidade ungida a partir da decisão do STF consolidando a eleição de Cássio para o Senado é fato concreto capaz de repercutir fortemente na Paraíba durante muito tempo.
O cálculo é simples: se Cássio confirma a não candidatura em 2014 isso implica na reeleição de Ricardo levando – o ao Governo por 8 anos.
Nesse diapasão, de 2018 em diante Cássio passa a ser o nome de referência para o Governo, também por mais 8 anos.
É evidente que no caminho tem Veneziano, Vitalzinho, Manoel Jr, mas essa dobradinha PSB / PSDB / DEM pode ter muita cancha pela frente.
A força de Campina
Daqui a mais trinta ou quarenta dias, Campina Grande passa a ter dois senadores da República.
Está explicado porque nos últimos pleitos é esta cidade quem tem decidido os rumos da Paraíba.
Mais acidente
A STTRANS precisa levar a sério as advertências da Coluna sobre um caso grave no trânsito de Manaira, na Avenida Guarabira, no cruzamento com a Rua Eliseo Fabrício (por por trás da Casa Chang), onde diariamente acontecem batidas com acidentados graves.
Nesta quinta-feira pela manhã, logo cedo, mais um acidente foi registrado.
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“A dor ensina a gemer…”