Já disse e repito: não há em curso na recente história dos partidos políticos no Brasil nenhuma legenda que produza o processo mais democrático de debate e escolha de seus dirigentes e/ou políticas como o Partido dos Trabalhadores.
Isto, entretanto, não exclui problemas na conjuntura do partido em diversos estados, a exemplo da Paraíba, onde mesmo havendo debate e de alguma forma a vitoria de uma tese sobre outra, não tem havido unidade bastante para levar o PT a uma só direção.
Neste momento, por exemplo, o partido vive a dicotomia entre a posição oficial de se apresentar como Oposição ao governo Ricardo Coutinho, entretanto, a banda liderada pelo deputado federal Luiz Couto se mantém apoiando abertamente a gestão do PSB.
Na verdade, um dia o PT vai precisar rediscutir seus processos internos para gerar uma condição negociada de conviver com as diferenças sem ódio e , mais importante ainda, retomar a proximidade com a sociedade de forma real e não corporativa.
O fato é que o partido tem ingerência forte sobre setores dos Movimentos Sociais – sindicatos, associações, ONGs,etc – contudo muitas dessas entidades hoje vivem distantes das bases. Viraram negócio e sobrevivência de dirigentes sindicais e já não traduzem os quereres lá das famosas bases.
Mas, retornando ao foco deste momento, ainda vamos precisar de mais tempo para processar, esmiuçar e entender onde vai a abertura de entendimentos entre o presidente Rodrigo Soares e o deputado Luiz Couto porque da forma em que está de fato o PT não sai do divã, embora seja partido político e não cliente da psicologia.
Enfim, qual é a do PT?
Adalberto de resultados
De Brasília, chega a informação de que o administrador Adalberto Fulgencio, ex-presidente estadual do PT, foi reconduzido no comando da Ouvidoria nacional do SUS.
Aliás, como convivo com os bastidores de Brasília, posso assegurar que a’
Recondução é fruto do desempenho de resultado à frente da Ouvidoria – mais do que pela influência estadual, embora não se despreze a importância do aval do PT nacional.
ÚLTIMA
“Cada um dá o que tem…”
