{arquivo}Em pleno feriado de exaltação à condição Republicana do Brasil eis que, mesmo em tempo de clima desacelerado, a engenheira Aracilba Rocha se dispõe a mergulhar criticamente sobre um sério problema registrado no processo eleitoral, recentemente passado, que foi a conduta da Imprensa em nível geral.
Em que pese a premissa da Liberdade de Imprensa tão decantada, mesmo assim a crítica posta por Aracilba ataca outro flanco da questão – a partidarização dos veículos e dos profissionais de comunicação – oferecendo péssimo exemplo de como não fazer Imprensa nem em nível nacional, muito menos na Paraíba.
Aracilba confessou que, durante a campanha, não precisava consultar diversos veículos nos vários níveis – com raras exceções – porque já sabia previamente como estavam no trato das questões, dos problemas levantados nas diversas campanhas.
– Sinceramente, quanto a este quesito, foi deplorável a postura de muitos veículos e profissionais porque, ao invés de informar os fatos buscavam conduzi-los para atender um interesse localizado que, em linhas gerais, deixava clara a partidarização no trato da noticia – desabafou.
Mas isso vale para todos.
Para ela, este será o maior desafio da Imprensa brasileira, em especial da Paraíba, mesmo que compreenda a interferência da economia oficial como o fator preponderante a essa atrofia. “Enquanto houver dependência financeira certamente que tardaremos a ter uma Imprensa com leitura plural, como tanto a sociedade precisa”, teorizou.
Aracilba está coberta de razão e sabe, mesmo não querendo otimizar, que em parte são também as relações comerciais de sobrevivência fatores de contribuição dessa realidade atrofiada – o que não justifica, mas é nutrido pelo núcleo de poder de plantão, também de forma generalizada em todos os níveis.
Em tese, a postura merecedora de critica de Aracilba ainda tem âncora numa exposição advindo dos dogmas americanos de que os veículos de comunicação podem, sim, tomar partido, como fazem o New York Times e o Washington Post, por exemplo.
Só que, em que pese a tese defendida pelo veiculo, os outros atores defensores de paradigmas diferentes têm tratamento decente com espaços evidentes para a defesa de suas propostas, bem diferente do que se passa no Brasil e na Paraíba.
O fato é que Ará, como também é tratada na intimidade dos amigos, toca numa questão de fundo fundamental a merecer mais do que análise, projeção de ajustes e táticas, fazendo – a ainda merecer nos primeiros dias de reflexão a aura típica da Dilma Roussef tabajara, sobretudo nestes tempos em que as mulheres andam em alta nos diversos escalões.
Como se diz na Torrelândia, cada um dá o que tem.