O modelo de debate da Rede Globo, ontem, exibindo os dois candidatos a presidente da República frente a frente e diante de um agrupamento de oitenta representantes dos votos indecisos deu um tom diferenciado dos demais conceitos de enfrentamento entre os competidores.
Como essência do conteúdo exposto e da performance individual de cada um dos candidatos não é exagero afirmar que o Brasil está diante de dois candidatos preparados. Sem dúvidas alguma.
Mas eles são diferentes a partir do que representam enquanto projeto de futuro para o País porque Dilma conseguiu se credenciar como candidata habilitada na condução dos rumos na fase Pós-Lula, da mesma forma que Serra notabilizou-se por ser uma outra proposta de governabilidade.
Embora façam questão de dizerem-se diferentes, Serra e Dilma têm origens comuns na formação da luta de esquerda enfrentando a Ditadura quando isso era algo somente afeito a idealistas e pessoas comprometidas em querer mudar o mundo.
Veio o tempo e cada um deles seguiu caminho distinto, mesmo com eixo basilar nos ensinamentos da influencia francesa em busca de consolidar a liberdade e fraternidade. Só que, no passar dos anos, a base política além da contestação foi gerar modelos mais eficazes de combate à inflação e geração de mais emprego e renda para o Brasil voltar a crescer.
Nesse particular, o modelo de Serra se consolidou inteiramente voltado às políticas de Estado mínimo, de economia forte e de privatizações, diferentemente da Dilma que assumiu a cartilha do líder Luiz Inácio Lula da Silva de fazer o Estado provedor de novos investimentos e trato da economia como instrumento propulsor do crescimento humano, daí o Bolsa Família ser um instrumento da distribuição de riquezas, apesar do risco de transformar esse impulsor em vicio social porque as pessoas precisam construir sua própria sobrevivência.
Tantas teses assim em evidência, mas retomando a questão do debate o que vingou mesmo para os eleitores indecisos foi intuir e concluir que os dois candidatos têm modelos de governo diferentes onde a promessa de solucionar os problemas levam- nos a remédios e táticas bastante diferentes e antagônicos.
Nesta avaliação final, há olhares diferentes de quem pode estar no Norte ou Sul, Centro – Oeste ou Nordeste, Sudeste, etc, mas certamente que o papel do que cada um representa é o que está definindo a tendência dos indecisos por uma das candidaturas.
Se isto é verdade e com base em todas as pesquisas de opinião publica, a tendência pró Dilma está cada vez mais consistente simplesmente pelo que ela representa agora reforçado pela sua postura e projetos defendidos.
Domingo teremos o veredicto final.
Ainda a cena paraibana
De sexta para sábado, o tempo tem sido de muito trabalho e projeções sobre o rumo das urnas no domingo.Já há gente como Wellington Roberto achando que está em curso nova tendência de virada, enquanto do outro lado personagens do exemplo de Júlio Rafael apostam em mais de cem mil votos de diferença pro Ricardo.
Certamente que o resultado terá um só vencedor mas, em que pese o favoritismo de Ricardo é visível a euforia dos maranhistas em todos os quadrantes do Estado.
Bom, se é assim, os dois lados dispõem de pesquisas que sinalizam tendência de disputa forte apesar dos grandes institutos.
Acompanhemos.
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“Em cada amor/ tu herdaras só o cinismo…”
