A crise entre Maranhão e Eduardo Campos

O que parecia uma agenda política normal em meio a um contexto de disputa governamental democrática acabou gerando uma crise de relacionamento entre os governadores José Maranhão, da Paraíba, e Eduardo Campos, de Pernambuco.


A causa: a participação do governador pernambucano, também presidente do PSB, em dois eventos nesta quarta-feira, na cidade de Patos, às 21h00, e Pombal, às 22h00, respectivamente, em favor da candidatura de Ricardo Coutinho. Sem que expresse publicamente a irritação do candidato do PMDB se deve ao forte apoio estrutural que o neto de Arraes tem dado ao colega de legenda na Paraíba.

A rigor, num clima republicano nada de anormal.

Só que não é assim o que pensa Maranhão que tem reproduzido o discurso de que Ricardo está assumindo papel de submissão da Paraíba ao estado de Pernambuco. “E isso está causando uma profunda revolta na população paraibana”, argumentou.

Maranhão foi duto até demais ao afirmar: “espero que os responsáveis por essa invasão tenham um pouco mais de sensatez, uma vez que o povo paraibano não aceita ser o quintal de Pernambuco. Nós somos um Estado independente e temos a absoluta consciência da nossa independência”, afirmou.

A crise se aguçou mais quando o candidato do PMDB absorveu a idéia de que Ricardo ao defender uma relação comercial com Suape está se deixando conviver com algum tipo de submissão econômico a Pernambuco.

Ele lembrou, ainda, que a Paraíba tem uma historia de rebeldia e de divergência com Pernambuco. “Na época da revolução, todo mundo sabe que enquanto Pernambuco ficou acocorado ao governo federal, a Paraíba, Rio Grande do Sul e Minas Gerais levantaram a bandeira da revolução. Tivemos um mártir na revolução que foi exatamente assassinado em Recife, na Confeitaria Gloria. E isso marcou muito a historia do nosso estado”, completou.

Como se vê, Maranhão anda revoltado com a presença mais forte do PSB na Paraíba na campanha de seu adversário – o que nem deveria agir assim – por isso ninguém duvide de alguma atitude no mesmo nível na direção do governador pernambucano, segundo disseram alguns assessores.

Se reparar bem, não faz sentido essa ‘guerra’, daí ser previsível que essa condição de enfrentamento passe logo porque os dois estados precisam manter relacionamento mais bem resolvido.
 

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso