Faltando duas semanas para a eleição governamental na Paraíba já há várias variantes de campanha em curso gerando reexames e mudanças de estratégias – uma delas, a mais forte relacionada com a candidatura de José Maranhão, de forma muito mais acentuada do que de Ricardo Coutinho.
Mesmo levando em conta as mudanças estruturantes e de organização de campanha, agora mais profissional, está evidente que a candidatura de Maranhão perdeu muito mais do que Ricardo com a retirada da imagem colada com Dilma e, sobretudo, Lula – seguramente o mais importante eleitor do País.
Descolar a imagem de Lula/Dilma é risco desnecessário que a campanha de Maranhão corre porque no contra-ponto Ricardo também não a expõe e permite carona para que Serra cresça, como está crescendo, em João Pessoa em nível de já estar à frente da candidata petista.
Maranhão conquistou no primeiro turno a mais importante adesão à sua campanha, que foi a fala de Lula dizendo, repetindo que ele era o mais preparado e a Dilma precisa dele para governar.
Ora, se isto é verdadeiro, da mesma forma que Ricardo não conseguiu ter no primeiro turno, está evidente que não é das melhores – ao contrário se traduz em risco e perdas desnecessárias – o afastamento de Lula e da Dilma de sua campanha.
Leve-se em conta ainda que o candidato a vice de Maranhão é do PT, presidente estadual do PT, diferentemente de Ricardo que tem o deputado federal do PSDB, Rômulo Gouveia, na sua chapa, logo para o candidato do PSB deixar o debate presidencial fora é realidade a lhe favorecer.
Se a campanha de Maranhão não perceber e se advertir para as correções de rumo, certamente que ampliará desfalques estratégicos porque numa região como a do Nordeste,
num estado como a Paraíba ignorar a força de Lula e Dilma é pedir para perder apoios extraordinários.
Aliás, esta é uma diferença jogada ao lado e gerando gol contra.
Outros argumentos desconsiderados
A campanha de Maranhão anda irritada porque Lula e Dilma não estão com agenda programada para o estado da Paraíba gerando reforço ao vivo e a cores à sua campanha.
Há o argumento do PMDB ser o vice da Dilma e o PT ser o companheiro de chapa na Paraíba, mas a candidatura maranhista precisa levar em conta que o projeto nacional para eleger Dilma tem como outros parceiros o PSB – hoje presidido pelo governador mais bem votado dobrasil, Eduardo Campo,sem contar o do Ceará, Cid Gomes.
Ora, dentro desse contexto nacional Lula e Dilma não podem perder apoios fortes como do PSB.
Isso, entretanto, não elimina que a candidatura de Maranhão possa usufruir dos instrumentos de proximidade com Lula, como o vídeo da campanha de primeiro turno, e da sua própria iniciativa de colar com o presidente e a favorita do processo nos grandes projetos que venha a apresentar ao eleitorado paraibano.
Campanha, dizem os meninos da Torre, é feita com emoção mas, muito mais com razão, raciocínio lógico e atitudes.
Cássio e Cicero agem no vacilo
Enquanto a campanha de Maranhão retirada as imagens de Lula/Dilma, Cássio e Cicero -sobretudo o ex-governador, trabalham fortemente a campanha de Serra no Estado e, repito, especialmente na capital e Campina Grande.
Cássio pega carona na campanha de Ricardo e está buscando colar cada vez essa aliança, tanto que mesmo o candidato do PSB vote em Dilma, já existem muitos adesivos com Serra e RC e os dizeres: “O Brasil e a Paraiba podem mais”.
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“Todo menino é um rei/
Eu também já fui rei…”