A eleição de segundo turno presidencial e para o Governo do Estado produziu um fato estranho nos dois programas dos candidatos José Maranhão e Ricardo Coutinho, que tem sido o sumiço das presenças do presidente Lula e da candidata Dilma Roussef nos guias eleitorais bem diferente do que se deu no primeiro turno.
É evidente que a prioridade na essência de cada programa é a exposição das campanhas dos candidatos ao governo, mas é incompreensível no exame da conjuntura identificar a omissão dos dois personagens, sobretudo da candidata, porque Maranhão e Ricardo revelam o voto em Dilma.
No caso do candidato do PMDB, por exemplo, o partido está coligado com o partido da candidata petista, portanto a referência e vinculo com Lula/Dilma é condição previsível diante da conjuntura de aliança com o projeto nacional porque nenhum governo estadual será tão operoso distante da relação com o Governo Federal.
Ricardo mesmo eleitor de Dilma tem uma situação distinta porque seu vice Rômulo Gouveia é do PSDB – logo tem muitos votos advindos do partido tucano e de eleitores vinculados à candidatura de José Serra para presidente.
Tanto isso é verdade que neste sábado começaram a circular diversos veículos com adesivo novo expondo Serra e Ricardo juntos sob o argumento estratégico do slogan “o Brasil e a Paraíba podem mais”.
E vai ficar assim, sem nenhuma menção mais à Dilma?
A questão tomou tamanha proporção que, a Paraiba e o Rio Grande do Norte passaram a preocupar mais o núcleo nacional da campanha de Dilma, tanto que começam a se expandir os comitês da candidata petista em João Pessoa, Campina e outras cidades para gerar a retomada do crescimento da campanha petista em solo tabajara.
Enfim, como vai ficar essa questão nacional nos programas de Maranhão e Ricardo só os próximos dias dirão.