Efeito das vaias em Cicero Lucena

A atitude de tucanos puxarem ontem uma vaia ao senador Cícero Lucena, presidente do PSDB na Paraíba, diante do presidenciável José Serra, em Campina Grande, traduz o ápice de um esgotamento de relação que certamente terá desdobramentos depois de 3 de outubro.

Desde ontem, que os aliados de Cícero não digeriram numa boa a manifestação atribuída como puxador ao candidato a deputado estadual, Ricardo Barbosa – o que feriu muito o coração e o juízo do senador, porque não faz tempo a forma do parlamentar tratar RB , inclusive nas fases de dificuldades, jamais admitiria tamanha postura.

O problema, de cara, não pode ser atribuído ao ex-governador Cássio, como já atribuem muita gente ligada a Cícero, mas o fato de Ricardo ser o candidato a estadual do candidato ao Senado chateia e faz Ciço, como antes se tratavam, registrar o fato para a posteridade.

Na verdade, este é o estágio derradeiro de uma relação que já não tem confiança absoluta entre as varias partes porque os interesses se conflitam em tamanha escala que o passado de tantos amores/vitorias e prantos se esvaem com a força do tempo.

Mas neste processo, um aspecto precisa ser contabilizado: Cícero é que é a vitima porque, apesar de estar apoiando outra opção para o Governo, sempre defendeu e tem contribuído para a eleição de Cássio, do PSDB, e já não mais com o senador Efraim Morais, cujos destinos estão traçados bem distantes a partir de 2010 porque, também nesse casos, os interesses de 2012 – para a prefeitura de João Pessoa se conflitam.

O fato é que a vaia ainda soa forte nos ouvidos de quem não as queria, por isso não será nunca demais admitir que quem as tenha promovido a esqueça rápidamentee, nunca para quem tanto se doou e foi fundamental para evitar o fiasco político de seu grupo.

Seja como for, eles podem até dizer pra fora, na Imprensa, que tudo vai bem e está superado, mas é inverdade absoluta porque o juízo e o coração anda dolorido demais gerando a expectativa de que a tampa da chaleira vai explodir acabando com uma das relações de amizade e de cumplicidade antes tão bela e hoje a cara da bruxa feia.

Como se diz na Torrelândia, quando a confiança acaba não existe mais relação.

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