Enquanto o candidato do PSB, Ricardo Coutinho, concentra parte de suas atenções para tentar reverter a onda criada com o depoimento do presidente Lula pedindo voto para seu adversário, o governador Maranhão, o líder das pesquisas na disputa eleitoral amplia contatos no Interior do Estado reverberando o discurso de não – agressividade junto à militância.
No caso de Ricardo, ele anda possesso com a realidade posta diante de forte depoimento de Lula em favor de Maranhão, por isso acionou a cúpula nacional do PSB para reverter essa situação, ou seja, conseguir também uma fala de Lula para sua campanha.
Ricardo não fala em Plano B (votar em Serra, como já falam alguns exaltados aliados), porque está tomado de articulações para ter o palanque duplo com Dilma e ainda os depoimentos dos lideres petistas.
O entendimento de Ricardo é de que Lula gerou um equivoco com este depoimento porque ele tem mais tempo de relacionamento e de apoio ao presidente, pois considera a relação de Maranhão mais recente.
Este argumento de Ricardo desconsidera os problemas que ele criou tendo os senadores Efraim Morais (um dos maiores inimigos de Lula) e Cássio Cunha Lima como seus principais aliados, além do mais o PT da Paraiba participa da chapa do adversário e majoritariamente está envolvido com o PMDB – principal aliado de Dilma e Lula.
Mesmo assim, ele insiste em ter Dilma no palanque embora reconheça que o estrago feito pelo depoimento de Lula deixou a campanha abalada porque não esperava esse cenário. Agora corre contra o relógio para tentar superar o duro golpe.
Maranhão: não à agressividade
O affair vivido pelo governador Maranhão nos bastidores do debate da TV Clube quando foi abordado pelo candidato ao Senado, Cássio Cunha Lima, com termos e postura tratados por ele como agressão descabida não saiu ainda do quengo do candidato do PMDB.
Aliás, virou mote do candidato nas entrevistas como aconteceu no Interior do Estado com ele condenando a agressão dos adversários motivando apelo dele aos seus militantes para não revidarem os competidores.
Maranhão foi informado pelo deputado estadual Gervasio Filho de ameaças que sofreu em recente encontro social em João Pessoa por um família do ex-presidente da Assembléia Legislativa, Artur Cunha Lima, da mesma forma que a bagunça praticada e registrada em vídeo por pessoas supostamente ligadas à campanha do adversário o fez tratar da não – agressão como mote de campanha.
Sem que afirme diretamente, a tática é reavivar a conduta violenta nas campanhas com alguns dos fatos passados tendo protagonistas lideres da Oposição, por isso prioriza a não – violência para tipificar seus adversários de desesperados e violentos. Vamos aguardar os desdobramentos desta condição.
Última
“Vige como tem Zé/
Zé de baixo/ Zé de riba…”