SÀO PAULO – Aqui, em Sampa, depois de uma manhã e tarde tomada de conversas sobre auto – regulamentação publicitária, a ética na vida propagandística brasileira eis que, quando dei por mim, estava no meio de grandes nomes da propaganda e do mercado editorial nacional comemorando 30 anos do CONAR. Foram como que aulas ininterruptas – logo eu aluno contumaz – até que mais na frente a política entrou na conversa. Lá pras tantas Cássio entrou na parada.
Não foi difícil entender que muitos dos publicitários paulistas e de outras regiões andam amargurados com a queda e a possibilidade real de Serra perder a disputa. Muitos, na verdade, diziam que não acreditavam mais na recuperação do tucano, daí a desolação.
Conversa de publicitário e comunicador tende sempre a querer antecipar processos e, entre tantos, foi dito abertamente que Eduardo Campos vai dar o troco em Jarbas Vasconcelos, da mesma forma que Jaques Wagner deverá ‘enterrar’o carlismo, Rozalba se mantém como vencedora no Rio Grande do Norte, da mesma forma que o governador Maranhão consolidou sua reeleição – diziam eles até que mais tarde entrou o nome Cássio Cunha Lima.
Misturando conversas daqui e daí uma constatação/indagação foi feita: como um jovem político consegue se enrascar e perder tanto espaço na vida nacional como o ex-governador da Paraíba? Disseram mais: por que ele continua errando? – indagaram para minha atenta observação sobre a conclusão feita: “ele continua com assessoramentos equivocados e avaliações na contramão da história porque o Ficha Limpa não é fruto nem coisa da Paraíba”.
Dito assim, me interessei em saber mais diante do exposto: “desde o processo da FAC, quando deixou – se conduzir pela proposta dos cheques de uma dirigente chamada Ceres (e eu ouvindo tudo atentamente) até passar pela postura de sua defesa no TRE, no TSE e pós cassação, quando deveriam ter entrado com petição pedindo a nulidade do objeto das outras ações existentes, Cássio só tem acumulado erros continuados, até dele próprio”, disse um expert sobre Paraiba, que danei-me a concordar em parte com o dito cujo.
Disse mais: “o ex-governador parece não gostar de opiniões dissonantes, pois parece mais afeito aos que concordam com suas interpretações, daí o erro de não ter procedido corretamente com os diversos juízes lá na etapa regional, como fez recentemente num dos processos remanescentes, abordando-os sem arrogância nem distância tanta de desprezo fatal”.
Feito cachoeira, ainda ousou dizer: “Cássio insiste no discurso de querer confrontar com a Justiça no caso Ficha Limpa, mas ele ,ou assume a realidade de que está sendo alvo de uma circunstância da qual a justiça eleitoral se viu pressionada, às vezes até por concepção exdrúxula – como ele tem sido pego na eventualidade – e parte para reconstruir uma nova trajetória política até admitindo e construindo alternativas para o Senado em seu lugar ou vai ter outra grande decepção”.
O cientista social e político concluiu advertindo para algo que até hoje estou com o assunto engasgado comigo: “Cássio precisa rever seu projeto político, seu assessoramento, sua postura ou pode conviver com a dura realidade de algumas fortes famílias da Paraiba, como Ribeiro Coutinho, Gaudêncio, etc, que já foram muito fortes no Estado e se deixaram esvaziar por erros continuados de suas gerações seguintes”.
Vige Maria! – pensei comigo diante de tamanha dureza de análise. Mas, em que pese o sentido acre da abordagem, de fato Cássio precisa refletir sobre processos e condutas, mesmo sendo líder das pesquisas para o Senado.
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“O olho que existe/ é o que vê…”
