O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, por exemplo, nos contou: ‘Eles (os tucanos) estão redondamente enganados porque prevêem fraco desempenho da Dilma mas ela, apesar do nervosismo, deve se impor no decorrer do debate”.
Andrea Matarazzo, da alta intimidade tucana, chegou a nos dizer que em termos de preparo é indiscutível a condição superior de Serra, condição que não se estabelecer como esperado durante o enfrentamento.
Neste clima de expectativa, eis que os vários personagens saíram com a convicção de ter sido a primeira oportunidade de alto nível para os candidatos exporem suas idéias, embora isto esteja apenas começando em termos de acaloração dos ponto – de – vista divergentes, sobretudo entre Dilma e Serra.
O fato é que o debate da BAND não deve alterar o rumo da sucessão por dois fatores: não houve vencedor acachapante, pois houve nivelamento de desempenho, além do mais a decisão do jogo São Paulo X Internacional levou muita gente a optar pela partida de futebol reduzindo o tamanho da audiência.
Em sintese, se depender do debate a tendência do eleitorado continua no mesmo diapasão da última aferição do Instituto Sensus dando favoritismo à candidata petista.
Diversas personalidades do mundo jornalístico e publicitário estiveram presentes ao debate. A direção da BAND caprichou na organização e para quem pode ter acesso ao recinto a recepção foi de qualidade impecável.
No quesito avaliação por parte da maioria dos profissionais a impressão repassada foi de que o debate não mudou nada e a retórica dos candidatos pareceu sem inovação.
Na ótica da mídia, quem deu um caráter pincelado de debate ideológico foi Plínio Sampaio, do PSOL, mesmo assim se fixando numa retórica repetitiva sem fim.
A seleção para acesso
Muita gente até queria, mas o acesso às instalações da BAND para debate foi restrito até demais. Para se ter uma idéia, os principais candidatos só tiveram acesso a 20 convites para todo o Brasil.
Neste contexto, entretanto, o Grupo WSCOM se fez presente revendo muita gente conhecida tanto no campo do jornalismo, a exemplo do renomado repórter do Estadão, Pedro Venceslau, como a cúpula das principais candidaturas. Éramos o único veiculo do Nordeste.
Um reconhecimento apenas
Logo que nos viu, Pedro Venceslau – que já editou a Revista IMPRENSA nos cumprimentou lembrando “dos amigos da WSCOM, Andréia, Sinésios, Pablo, Carla, Vinicius” e arrematou na frente dos colegas da Folha, etc:
– Gostei muito da entrevista da Marina Silva para a Revista NORDESTE – disse ele, observando: “Rapaz, estamos tentando uma entrevista com ela para o Estadão e ainda não conseguimos, mas vocês já nos furaram”.
ÚLTIMA
“Eu penei/ mas aqui cheguei…”
