Os Vice de Ricardo e de Serra




Depois de muita zoada e lenga – lenga, enfim o DEM e PSDB decidiu no meio da tarde que o vice – presidente na chapa de José Serra é o deputado federal Índio da Costa, do Rio de Janeiro. Na Paraiba, a novidade foi a reinserção do deputado federal Rômulo Gouveia como Vice deixando Daniela Ribeiro e Ligia Feliciano de fora da corrida.

 

No caso nacional, o mérito da escolha está na afirmação do DEM de que o Vice é da sua responsabilidade e, ainda, no fato dele ter sido o relator do projeto “Ficha Limpa”. Outro fator levado em conta foi o Rio como terceiro maior colégio eleitoral.

Mas, mesmo com esses fatores conjunturais a indicação é uma vitoria pessoal do ex-prefeito do Rio, César Maia, e do presidente do DEM, Rodrigo Maia, até porque o indicado foi secretário da Administração da fase Maia.

Neste caso nacional, a vitoria de Cesar Maia é um triunfo de pirro porque leva todo o partido e a campanha de Serra a um grau de reforço zero até porque o Índio, como reproduzindo a historia antropológica, anda esquecido e não apita em nada no contexto nacional, exceto quando se tem política de preservação.

Na prática, a indicação só afunda ou pouco acrescenta no futuro do ex-governador de São Paulo levando – o a vexames como o tempo seguinte mostrará.

O caso Rômulo Gouveia

O convite formulado por Ricardo para ter Rômulo como companheiro de chapa é o retrato da força e influencia de Cássio porque sem esse apoio campinense jamais ele conseguiria sozinho chegar a este patamar.

Revela ainda que Cássio vai optar por Ivandro como suplente de senador e, mais do que isso, o PSDB é quem influi no cenário de Campina.

É evidente que Rômulo tem historia própria, mas sua trajetória inexiste no começo sem os Cunha Lima, especialmente Dona Gloria, daí a força, repito, do grupo.

Quanto à Daniela e Ligia deram demonstração de vida, mas perceberam que quando o quesito é eleitoral mesmo vale quem pesa, no caso o ex-governador.

Desdobramentos

O fato é que a nova conjuntura passa a gerar novos desdobramentos. No caso da Paraiba, o PP e o DT podem rever posições ou não, como diz Caetano.

Voltaremos ao assunto.

ULTIMA

“Bate / bate / bate coração/

Dentro desse velho peito…”

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