Serra, agora na PB, e o saldo geral de campanha




BANANEIRAS – Depois de uma agenda afeita à conjuntura de importância gradativa em termos de colégios eleitorais, eis que o presidenciável José Serra chega nesta sexta-feira em Campina Grande para uma agenda pragmática também em João Pessoa voltada para os veículos de comunicação e acenos populares em shoppings buscando recuperar o atraso eleitoral no Nordeste.

Se reparar direito, dos nove Estados da região, Serra está muito bem no Rio Grande do Norte com a senadora Rozalba Ciarlini, tem perspectiva em Alagoas através do governador Teotônio Vilela Filho e disputa bem no Piauí com o ex-prefeito de Teresina, Silvio Mendes – hoje em empate técnico com o senador João Vicente (PTB) e ainda tem a ‘pressão impactante de Jarbas Vasconcelos, mais do que a realidade eleitoral aponta nas pesquisas.

Se espremer muito, chances de vitoria mesmo só em dois Estados – RN  e Alagoas, logo a perspectiva é de que perca na Bahia com Paulo Souto, em Sergipe diante de Marcelo Deda versus João Alves, em Pernambuco com o favoritismo de Eduardo Campos, o mesmo se dando na Paraiba através do atual governador José Maranhão, no Ceará já dado por perdido em face da performance de Cid Gomes e, por fim, da governador Roseana Sarney. Há chances de um aliado de Lula vencer a disputa no Piauí.

Este é o cenário exato que insere o competente e determinado Serra a enfrentar um contexto adverso e muito difícil de ser superado porque ele sofre o efeito de três fenômenos fatais: 

– O eleitorado não quer mudança;

– A tendência é de seguir o voto em Dilma recomendado pelo presidente Lula e seu fenômeno;

– A carga discursiva da Oposição não surte efeito, mesmo com o endosso da Grande Mídia;

– O discurso de Serra não tem empolgado os nordestinos – melhor dizendo, quem não o vê com a mesma freqüência do que ele produz a partir de São Paulo jamais minimizará seu futuro de dificuldades.

São essas as primeiras premissas para explicar a projeção de derrota na Paraíba, sem contar o caso Ricardo Coutinho – que nem ascende nem sai de cima.

Aliás, Serra tem problemas para ter RC consigo porque este já anunciou apoio a Dilma e a outra força, no caso majoritária de José Maranhão lhe faz muito preocupado com tudo ao redor porque só resta Cicero e principalmente Cássio.

Na prática, o tucano chega ávido por afagos mas sabendo que a barra anda muito pesada e contra seu projeto de eleição.

 Guerra com Cássio na casa de Cícero

No final da noite, no bairro do Bessa, o presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra saiu de reunião na casa de Cícero Lucena ajustando os detalhes da viagem desta sexta-feira.

Falou-se também da conjuntura, de RC e dos resultados – todos dizendo a mesma coisa: não está fácil vencer a Dilma de Lula e, no caso da Paraiba, é imprescindível ajustes.

Duda já dá pitaco na campanha

Embora o marqueteiro Duda Mendonça tenha dito que so começa em julho, nesta quinta-feira ele esteve em João Pessoa conversando com Ricardo e Cássio.

Até hoje as informações vazadas são pontuais sem que algum dos três vaze a verdade nua e crua dita ontem.

A agenda de Serra e a NORDESTE

O presidenciável disse que dará entrevista à Revista, mas ainda faltam ajustes, embora ele queira conceder a conversa na publicação.

A assessoria de Serra retarda enquanto os demais pré-candidatos são mais acessíveis a dados de hoje, mesmo quando a Fernando Chinagia quer assumir a distribuição da NORDESTE em todo o Brasil.

 

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