Os recados da pesquisa




Os números apresentados pela pesquisa IBOPE para a Rede Paraiba de Televisão nesta sexta-feira traduzem o flagrante de um momento, de 21 a 28 deste mês, em todo Estado,  implicando em admitirmos uma série de fatores e valores em torno da aferição que favorece a reeleição do governador José Maranhão.

 

Ninguém seja ingênuo mais: os números desde há tempo precisam se enquadrar dentro de parâmetros científicos confiáveis ( não mais aleatórios) porquanto a Justica Eleitoral se apresenta como determinante, por isso os números desta noite são, como disse, o que pode significar retrato atual da nossa conjuntura política. Independe dos interesses conflitantes, inclusive de quem a pode contratar.

O fato mais auspicioso é que, conforme pesquisas continuadas, o governador Maranhão se mantém na dianteira, portanto, com favoritismo diante do ex-prefeito, Ricardo Coutinho, que já esteve na dianteira e hoje não consegue resgatar o favoritismo.


Ora, se as pesquisas como do IBOPE dizem isso, o que pode estar por trás dessa realidade? A primeira das constatações é que, diferentemente, do que se presumia em tempos atrás Ricardo não  tem indivualmente densidade eleitoral no estado como em tese construiu em João Pessoa por isso, paralelamente, hoje depende dos votos de Cássio e Efraim para sobreviver.

O fator mais forte da pesquisa, contudo, acumula o governador Maranhão na dianteira mesmo que, diante do discurso de velho e ultrapassado dito por Ricardo, tem aprovação pessoal além dos 60%, ainda do governo em quase 80% somando-se ao regular e vence fácil Ricardo na aferição espontânea por mais de 18% de diferença – onde o eleitor se posiciona sem ser estimulada ao voto.

 

Ora, se isso é verdadeiro, está explicado que Maranhão recompôs o comando do processo enquanto administrador e líder político na proporção inversa em que Ricardo sem o poder já não impressiona mais nada e passou a ser refém do ex-governador Cássio e do senador Efraim – o que liquida com a aura distante de ser dono do nariz e da situação, algo que perdeu por erros e circunstancias criadas por ele próprio.

 

A pesquisa ponta, pelo menos em termos atuais, para o entendimento de que o eleitor não quer mudança nem Ricardo oferece estimulo para uma alteração de rumo na Paraiba, apesar de seu discurso acre contra a velhice e conduta de Maranhão. Na pratica, diz a aferição, nada disso atrapalha o senso da sociedade em querer manter-se da forma em que está.

Em síntese, o resultado do IBOPE revela Ricardo Coutinho enquanto condutor estadual de sua campanha um personagem muito aquém do posto que almeja, visivelmente irritando aliados hoje dos quais é refém porque, longe de meia dúzia de incentivadores do âmago irreal, na prática ele esta vendo que é menor do que sua vaidade pleiteia e, mais do que tudo, vive longe de ser a liderança que a Paraíba precisa.

Egoista, egocêntrico, inábil, centralizador, desconfiado, mau humorado e sem visão exata do que é a Paraiba, Ricardo desconstrói o que fez em João Pessoa e aparenta o conceito de que não está preparado para o comando de um Governo do tamanho estadual exatamente por estar destruindo ele próprio e aí só Freud explica.

É como se ele dissesse a si mesmo: ‘preciso  perder, sofrer, para entender a lógica humana da vida sem ascos”.  

 

Sendo assim tudo fica para mais tarde ou nunca mais.

 

Aguardemos o Senado

Um dado muito importante a ser revelado pelo IBOPE diz respeito aos números para o Senado, já pressupondo que Cássio está na dianteira.

Na pratica, qual o tamanho dessa vantagem e como está Efraim e os competidores em potencial.

Isso tudo explica outras coisas.




 

A dependência dos Cunha Lima

 

Os novos números sepultam de vez o ar arrogante de Ricardo de que manda, quer e pode indicar o (a) vice de acordo com sua intuição. Na pratica a intuição se transformou em dependência porque a partir de agora quem vai indicar o vice é Cássio e este será Ivandro Cunha Lima.

 

Ivandro é um elemento diferenciado porque, diferentemente do que diz Ricardo, trata-se do personagem mais querido dos Cunha Lima, portanto, somaria (ou soma) muito mais.

 

Só que, presunção e/ou condição presumida de líder do processo aponta o pré-candidato querendo Daniela, mas esta não tem a densidade eleitoral de Ivandro, mesmo sendo nome ascendente.

 

Em síntese, também na vice Ricardo não tem escolha.

 

ULTIMA

 

“A pressa é inimiga da perfeição…”

 

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