O recado da eleição de Artur




RIO DE JANEIRO – Nesta quinta-feira de dilúvio em Salvador e a erupção estranha de vulcão na Islândia metendo medo no mundo o dia foi de se tirar lições na política da Paraiba, a partir da esperada vitória do deputado estadual Artur Cunha Lima sobre Trocolly Junior por 22 a 14.

O resultado acabou elástico dando provas concretas de que a Oposição anda acesa na Assembléia Legislativa e o Governo Maranhão precisa agir rápido para resolver, inclusive problemas políticos na base aliada onde há deputados queixosos, como acontece com Quinto, que votou em Artur Cunha Lima.

Se reparar direito, já não se vê tantos deputados com discurso contundente em defesa do governador como se dava em momentos passados – isso se levarmos em conta tantas crises e debates levantados pela Oposição com a contra-ofensiva querendo sinalizar que de fato há problemas.

Mas, o fato é que a derrota promoveu a ascensão de Artur Cunha Lima fazendo o ex-governador Cássio majoritário naquela casa porque, como responsável principal da vitoria arturiana, já havia emplacado no governo as posses de Fernando Catão, seu tio, Nominando Diniz e Fábio  Nogueira.

Leve – se em conta, ainda, que a nova formatação política contribui para Cássio operar entendimentos com Rômulo Gouveia, Aguinaldo Ribeiro e até Quinto.

Só que, com a saída de Artur do comando da Assembléia o cenário de diálogo do governo tendo Ricardo Marcelo como presidente passa a ser outro – o que não significa falar em adesão, mas de melhor convivência se comparado aos tempos de Artur.

Pelo sim, pelo não o governador e sua equipe de assessores precisa reavaliar as relações com a bancada e outros aliados porque tem resolvido demandas de outros partidos adesistas e, ao que parece, represando problemas da base aliada.




 A gravação, a pesquisa e a gravidade

 O Governo Maranhão, melhor dizendo, a Secretária de Comunicação, Lena Guimarães, entrou de vez no processo de fritura da Oposição que parte agora para desestabilizá-la e, consequentemente, o próprio governo.

A mais nova açao, tratada a partir de Furo dos jornalistas Fabiano Gomes e Luiz Torres – mais bem enfatizado pelo segundo – traz um diálogo entre pessoas com a Secretaria de Comunicação dando evidencia a uma espécie de negociata com diretores de institutos de pesquisa para, como dizem os meninos, querer forjar resultados de trabalhos de avaliaçao.

Esta, em síntese, foi a essência do que se passou ou se reproduziu da manha desta quinta-feira em diante com esta intenção..

Em primeiro lugar, a Secretaria deve satisfações porque está em função pública e tomar suas providencias, como diz estar tomando para por definitivamente os pontos nos iis. E ela, o alvo, se defende negando ter tratado de qualquer negociata e foi mais longe disse que naquele dia sequer conversou com diretores de institutos de pesquisa.

Ora, se não eram de empresas de pesquisas, de onde eram? – indagaria o menos avisado da Torrelândia.

Pelo menos em termos de informação segura, fontes da Secom passaram ao Portal WSCOM que no dia da famigerada gravação a secretária tinha se reunido com diretores dos Associados na Paraiba e no Nordeste – o que insere elemento novo a motivar esclarecimentos na sequencia para se saber até onde e por que o cenário descambou para a formatação de uma clima de escândalo.

Tem mais: Lena precisa dar explicações, como começou a dar, mas é preciso inserir neste contexto o fato grave do instituto criminoso do grampo somente comum em filmes e cenas da bandidagem política ou da máfia – condição essa que não incluimos os diretores dos Associados – mas o fato em si do crime da gravação ilícita – esta merece também ser apurada.

Em síntese, Lena está no alvo talvez porque seja responsável pelos índices de preferência ou tendência nas pesquisas em favor de seu chefe, além do mais gerando ações assim termina fazendo a Oposiçao por deixar o Governo sem trabalhar.

Faz parte do jogo, infelizmente apontando para um clima de baixo  nível – e olhe que so estamos no começo de um processo onde a baixaria deve perdurar até deixar muitos caídos e mortos pelo chão.

No meu juízo de sociedade democrática e de perspectivas, tendo a Torre como referência, isso chama – se atraso, muito atraso.

 




Nivaldo de volta

O ministro Fernando Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu às 19h30 desta quinta-feira liminar que na prática manda o Tribunal Regional Eleitoral manter o mandato do deputado cassado Nivaldo Manoel até julgamento final no TSE. O advogado Carlos Fábio, autor do recurso, acha que a decisão não mudará o rumo da eleição do deputado Artur Cunha Lima como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Segundo informações obtidas pelo Portal WSCOM , o TSE já mandou comunicar a decisão ao Tribunal da Paraiba.

Para o advogado do deputado, como o calendário deste ano priorizará a partir de julho os processos ligados às eleições de 2010 provavelmente o recurso de Nivaldo Manoel só seja julgado no próximo ano.

Última

“Fazei que eu procure mais/

compreender e ser compreendido…”

 

 

 

 

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