Temos que admitir: os números da disputa presidencial entre José Serra e Dilma Roussef revela um cenário de queda acentuada nas ultimas aferições dos principais institutos por parte do candidato do PSDB, na proporção inversa de crescimento da ex-ministra da Casa Civil devendo provocar reflexos nos Estados, portanto, na Paraiba velha de guerra.
A Grande Midia reproduz algo parecido como um Pacto de não valorização da tendência pro-Dilma, mas independentemente do humor e das vontades quaisquer que sejam os números sinalizam para a virada da ex-ministra em breve, se continuarem os valores de agora.
Não significa dizer que Dilma já venceu, como querem insinuar os mais apaixonados do seu agrupamento, mas a tendência dos últimos institutos mostram claramente que os resultados econômicos com efeitos sociais serão determinantes – salvo alguma grave crise no percurso.
Teses à parte, na Paraiba o cenário se projeta favorável à ministra enquanto perspectiva embora não esqueçamos que na ultima eleição presidencial Serra venceu no Estado. Na etapa passada, entretanto, Cássio estava no Governo e uma serie de fatores, inclusive a máquina, terminou funcionando.
Desta feita, não. Lula tende a ser absoluto e já conta com o apoio declarado do governador José Maranhão, candidato à reeleição, bem como de Ricardo Couitinho – este ainda de forma tímida.
Seja como for, será muito improvável que Ricardo resolva se afastar dessa possibilidade – votar em Dilma, porque tal encaminhamento serviria de ruptura total com as tendências à esquerda no Brasil hoje computando 56% da população eleitora.
Este é um valor importante no campo da militância e da mobilização porque os partidos de esquerda conseguem fazer mais ação de rua do que as demais tendências, inclusive à direita. Ricardo vai sentir na pela nesta eleição de 2010 ir às ruas com o PT, PC do B, PCB, etc contra.
Mas, ainda será preciso entender como o PT nacional junto com o PMDB nacional – essas instancias de influencia – vão agir no campo estadual porque em termos de preferência partidária esses dois agrupamentos querem Dilma com Maranhao, só que como há uma vertente petista com Ricardo outras negociações estão em marcha.
Seja como for, Maranhao tem sido mais claro, objetivo e determinado na composição com Dilma, enquanto Ricardo aguarda o PSB nacional e o desfecho do PSDB da Paraiba – algo que o leva para mais distante dos partidos aliados de Lula.
Ninguém se iluda: a disputa presidencial vai refletir também na Paraiba.