Para onde caminha o PTB

O presidente do PTB, Armando Abílio, está num novo dilema a partir da declaração/compromisso do ex-governador Cássio Cunha Lima, ontem, de que trabalhará para o ex-deputado federal Carlos Dunga ser o Vice de Ricardo Coutinho, só que, como joga o jogo da paciência, isso só se dará mais na frente, lá na undécima hora.

O próprio Carlos Dunga correu para confirmar disposição, embora saiba que precisa harmonizar as coisas internamente no PTB porque sabe da inclinação de Armando Abílio de ficar fora do arco de Ricardo Coutinho. A dados de hoje, ele está mais próximo de entendimentos com o governador José Maranhão.

Só que, como essa nova posição criada, o argumento de Armando de reagir por não ter a vice ficou frágil gerando com isso forte embaraço no seu posicionamento enquanto dirigente partidário, mesmo internamente ele tenha tranqüilidade no trato dos próximos passos.

A esta altura do campeonato, mais do que discurso, o que será fundamental identificar é com quem ficará o PTB – e seus 4,5 minutos – porque Armando Abílio resolveu não topar mais Carlos Dunga como candidato a partir do momento em que ex-deputado renunciou e disse acompanhar a orientação do grupo Cunha Lima.

Aliás, foi esta posição de Dunga que fez Abílio ficar irritado porque tem dito que Cássio não manda no PTB, faz tempo, por isso está articulando se aproximar de Cícero e/ou Maranhão com quem já há conversas.

Trocando em miúdos, a habilidade de Cássio pode e deve ter gerado efeito para fora do PTB, mas internamente o caminho traçado para 2010 é outro, diferente e longe de Ricardo Coutinho – dizem os dirigentes de maior força na legenda de Vargas.

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