BRASILIA – Não é fácil lotar o Centro de Convenções Ulisses Guimarães sem a presença estrutural de dezenas de ônibus para lotar o local. Nestas quinta e sexta-feira vi com meus olhos que a terra há de comer que a comemoração dos 30 anos do PT da forma posta é elemento diferenciado e de alto valor com base na historia dos partidos.
Sinceramente, não vi ninguém conduzido por lotações ao estilo PDS o conservadorismo de antes , mas muita gente conduzindo-se pelo frescor de uma luta de resultados a animar a galera pelas possibilidades de continuar o processo de Poder e de mudanças.
Mas, em meio a vários discursos de alto nível, fixo-me no que Lula disse com todas as letras: o PT precisa se preparar para dois palanques da Dilma Roussef onde houver necessidade, da mesma forma que o partido vai ter de abdicar de projetos meramente ideológicos quando se estiver diante de cenários nos quais os aliados do tipo PMDB, PC do B, etc, precisem ter preferência.
Explico: No DF não adianta o digno Geraldo Magela, do PT, querer ser candidato ao Governo se na prevalência o nome de Agnelo Queiroz, do PC do B, tem mais condições eleitorais e é aliado de primeira hora. Em síntese, o partido vai abdicar do Governo, da mesma forma que pode acontecer em Minas.
Mas, deixando para o final de forma pensada, o recado de Lula bate na Paraiba. Se Ciro não for candidato as duas alas (majoritárias e mintoria) vao precisa conviver com dois palanques de Dilma reunindo numa hora o governador Maranhão e no outro Ricardo Coutinho mesmo com o DEM.
Esta é, sem tirar nem por a síntese, do congresso destes dias de muita apologia ao significado de Lula.
Mas há desdobramentos.
No caso das missões, Lula deixou claro que vai se dedicar depois da presidencia a ajudar a aproximar os povos da América Latina e África
Isto já está decidido.