SÃO PAULO – O fato do presidente nacional do PSDB, senador Sergio Guerra, ter suspendido seis vezes a reunião nesta quinta-feira, em Recife, entre o ex-governador Cássio, o senador Cícero e os deputados estaduais / federais tipifica bem o saldo difícil do encontro inconcluso sobre os destinos do PSDB na Paraiba, que está dividido ficou claro.
No paralelo, distante da capital do frevo e maracatu, ontem em vários ambientes de João Pessoa espalhando-se até Cajazeiras ouviu-se pela primeira vez uma das estratégias que os aliados do governador Maranhão vai repetir a exaustão a partir de agora: Ricardo Coutinho deixou os aliados para se render ao Grupo que quer emplacar Cássio pela quarta vez.
Do ponto-de-vista conceitual é a primeira vez que a turma maranhista sinaliza que está preparada para rebater o discurso de Cássio e Ricardo quanto à disputa ao Governo pela quarta vez. Eles (os maranhistas) dizem ter outros argumentos nessa direção, mas aguardam o momento mais na frente.
Antes de chegar a Maranhão, novamente na temática, retomemos o conjunto de tentativas do presidente do PSDB pois, atestando a radicalidade bem argumentada das duas posições de candidatura própria e de apoio a Ricardo Coutinho, através de não lançamento tucano de candidato ao Governo restou ficar para depois a decisão com a participação do governador Serra.
O encontro em Recife, na verdade, mais pareceu uma sessão histórica à lá ensinamentos de Freud porque todos, sem exceção, como se estivessem em pleno divã, expressaram da boca pra fora o que pensam do juízo para dentro desta questão, portanto, a digressão produzida com a sinceridade de cada um.
Pelo que ficou claro nas declarações de Cássio e Cícero, inclusive quando estiveram sozinhos com Sergio Guerra, e nos relatos dos deputados Rômulo Gouveia, João Gonçalves, Artur Cunha Lima, Pedro Medeiros, Ariano Fernandes, Antonio Mineral, Ricardo Marcelo, Zenobio Toscano, Dinaldo Wanderley, Fabiano Lucena e Romero Rodrigues, o drama vai perdurar porque não há condição capaz de tirar Cícero do páreo.
O fato é que todos, sem exceção, pedem que o PSDB nacional e Serra decidam nos próximos quinze dias qual o rumo do partido na Paraiba.
O discurso da desconstrução
Mais na frente, quando Ricardo voltar a tratar da disputa do governo por Maranhão pela quarta vez, vai ouvir inclusive a partir de agora, o contra-argumento de que este não é o fator mais importante da disputa porque, na prática, o prefeito se rendeu à disputa do quarto mandato pelos Cunha Lima.
Se vai colar ou não, o fato é que com a Paraiba dividida mais frente pode ser que este fator se misture e construa a neutralizaçao do discurso da repetitividade.
Foi o que saíram dizendo por ai, ontem, alguns conceituados maranhistas.