Novo amor, casamento desfeito

Mais um capítulo da arrastada novela interna do PSDB paraibano sobre os rumos do futuro político em 2010 acaba de efetivar com ressonância além mar com a revelação, pela primeira vez, do pré-candidato Ricardo Coutinho, sexta-feira à noite, em Tacima, dando conta que sua chapa será composta pelo ex-governador Cássio e o senador Efraim Morais – este presente ao palanque. O portal WSCOM mais uma vez saiu na frente com a novidade.

Cássio não estava fisicamente, mas se viu representado pelo tio Ivandro, sempre solicito ao lado de Ricardo andando pra cima e pra baixo parecendo companheiros de longas histórias.

O cenário de Tacima é o mesmo do que se deu em Bananeiras, ou seja, do tipo ‘novo amor’ na praça com perspectiva evidente de avançar para um casamento formal em breve precisando assumir o fim do casamento primeiro com o senador Cícero Lucena – isso com base nas declarações de Ciço com muito desapontamento e visível mágoa de como tudo está sendo processado.

Na prática, Cássio exerce o tal pragmatismo político relevando os grandes traumas do passado na cena partidária do Estado, sob argumento de que todos precisam se unir para derrotar o maior adversário, governador José Maranhão – e nesse processo, o “caso Cícero VS Ricardo” acabou sendo tragado, não tendo peso na construção da conjuntura atual.

Aliás, a inobservância da crise real entre Cícero e Ricardo, entretanto, não foi nem jamais será absorvida pelo senador e pré-candidato ao Governo pelo PSDB mesmo com sua condição eleitoral afetada diante do volume de ações produzidas por Cássio permitindo projeções as mais variadas possíveis, entre elas o rompimento político entre os “dois amigos e irmãos” e suas conseqüências.

Diante desse contexto, algumas indagações já se efetivam para compreensão do futuro mais na frente:

1) Cícero terá musculatura para manter a candidatura?
2) Se for para o embate no partido(convenção), conseguirá ter maioria?
3) Caso perca a ‘queda-de-braço’ interna, vai apoiar Ricardo?
4) Se não, como se comportará: pode apoiar abertamente Maranhão?
5) Por fim, o que restará de sua relação com Cássio e Ronaldo daqui em diante?

Como se disse, as respostas para tais perguntas vão ajudar ao Internauta compreender o futuro de uma relação que já foi exemplar como irmandade e hoje vive a fragilidade do fim da canção de amor possivelmente a se transformar em reação, não se sabe de ódio ou de vindita – nos dois casos com o fim da confiança, elemento fundamental em qualquer relação.

A essência e fatores de Cícero

Dois amigos de Cícero não pararam, neste sábado, de fazer duras criticas ao ex-governador Cássio diante dos últimos fatos políticos de real ‘casamento’ entre Cássio e Ricardo.

“Agora está tudo comprovado: desde as ações que culmiram com a ‘Operação Confraria’ gerando a detenção de Cícero na Policia Federal já ali, quando o governador pediu para Cícero assinar sua renuncia do cargo de Secretário de Planejamento se desfazia a solidariedade distante do que o senador sempre foi para Cássio e principalmente Ronaldo Cunha Lima”.

Disse mais: “Durante o governo Cássio já se sentia seu compromisso silencioso de conspiração pró Ricardo, portanto contra Cícero, deixando o amigo verdadeiro em segundo plano, agora não se sabe em que lugar se encontra diante de tantas decepções”.

Completou: “Pior foi comprovar, depois de tanto desmentidos, que o portal WSCOM havia veiculado a informação verdadeira de encontros entre eles sem respeitar a lealdade e a dedicação, sobretudo nas horas mais difíceis quando o futuro do grupo dependia de um aliado de primeira hora, desde a prisão de Ronaldo até a recusa de aproximação com Maranhão. Este é o preço que resta, mas nada ficara em vão”.

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