Quando a Poesia é motor da alma

Tudo bem, sei que muitos de vocês pensam mais em política, como também o faço, mas nem sempre quando não quero. Trocadilhos raquitificos, efeitos de frases paupérrimas, mas mesmo assim prefiro gostar volta e meia de me sentir diferente no trato do que sei e nem sei dizer.

Hoje não quero politizar na conjugação comum dos meus verbos e dias; quero apenas soltar palavras ao vento sem compromisso nem com métrica nem como satisfações a dar.

Quero reproduzir um pouco do Titãs e assumidamente influenciado pela Torre me entregar a um desafio na contagem regressiva do tempo: serei quando possivel forte e rigoroso na formação das palavras, mas terno e muito disponível a contribuir com uma Paraiba melhor para nossos filhos e netos no amanhã.

Basta isso, permitir que a educação real posta em pratica para ricos e pobres transforme todos nós em agentes da luta em nome de conquista de todos, sobretudo dos que mais precisam.

Epitáfio
Titãs
Composição: Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer…

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor…

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier…
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr…

Sintese ambulante
Walter Santos

Seja como for
Já nao reclamo mais do que posso
Nem deixo de poder
Muito menos querer
O desejo do que falta
Falta muito
Eu sei
Menos do que fora conquistado
Alcançado por cada gota de suor
Transformada em cachoeira
De realidades antes impossiveis

Mas o que é impossivel
Se tanto buscamos o possivel
E nem sempre sabemos
Agradecer a Deus o salto
Do outro lado do muro

Vou querer ser a Torre
nem sempre reluzente
A aldeia serena em plena luta
Com sua gente querendo paz
Mais

Muito mais que desejo
Um monte, montanhas
Como outrora reclamaçao feita
Transformada em cumplicidade
E conquistas coletivas

Como disse o poeta catolaico
Eu dou a minha face pra bater
Mas se quiser pode beijar

Quero a Paraiba
Seguindo em frente
Pra sempre
Viva 2010

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