Além de Calypso e Buena Vista

Muitos já disseram que a autoria é do famoso Benedito Valadares, outros afirmaram ter sido Magalhães Pinto – ambos mineiros, que, um dos dois cunhou a frase modelar: “basta olhar para o céu e ver que as nuvens mudam a cada momento”. A tese mineira já serviu para ser aplicada na Política partidária, seja onde for.

No caso de agora, estendo a teoria à vida comum da gente olhando, por exemplo, para os dois Réveillons de João Pessoa que, embora tenham caráter de disputa para uns, pode significar a fartura de opções para outros.

Basta ver da forma que se quer.

As opções, a rigor, traduzem o olhar de cada um dos governantes, ao mesmo tempo a estratégia de assessores sobre o que pode ser mais popular ou não, independentemente do querer do líder político, embora a decisão popular esteja a ser tomada em face de outros valores de relação com o modismo ou opção mesmo musical.

Minha formação na vida de guerreiro no bairro da Torre ou no Castelo Branco, tempo de dureza e do ‘lava roupa todo dia’ – de Maria Julia (minha mãe querida, in memorian), me fez ouvir com Mano Duda e Alaide as músicas selecionadas por B.N.Anderson na Tabajara ou Coquinho, na Radio Correio, ou Waldemar Paulo (na Arapuan) claro que nos conduzindo a nos aproximar muito mais de Armandinho e Dodo e Osmar, Buena Vista Social Clube do que da Banda Calypso – grupo paraense que aprendi a respeitar muito por sua produção e profissionalismo incontestáveis.

O formato, a estética e o conteúdo da Calypso não é a opção que faço no cotidiano para ouvir espontaneamente no carro ou no AP, mas, como disse, a vida dura de ir e vir no mundo me fez compreender melhor a importância e o significado que os projetos e as pessoas adquirem na vida, como é o caso de Joelma e Chimbinha – dois paraenses arretados e capazes no que fazem – por isso já recuso ouvi-los também em alguns momentos por aí.

Mas, como disse, sou um Cinqüentão – e desse carimbo não posso me furtar a admirar os solos de guitarra de Armandinho, desde quando Dodô e Osmar faziam nossa cabeça lá no DAC (Departamento de Artes e Comunicação), cuja efervescência cultural só rivalizava com a turma de Arquitetura de Psicologia – eita tempo bom! – nem do Buena Vista Social Clube – a mais importante referência da musica caribenha internacional, a partir de Cuba.

Por isso, enquanto é tempo, vamos cada um nos servir das opções que dispomos para entrar em 2010 de alma lavada, leve e disposta aos embates – ai sim diante de projetos que, ao sabor dos seus conteúdos e contextos – a sociedade vai optar pelo que quer para o futuro da Paraiba.

Mas, isso quando o próximo ano chegar.

Neste momento, não vamos desperdiçar a oportunidade de curtir o que cada consciência musical quiser, e não a ditadura da lapinha numa hora em que Deus pede mais confraternização.

Viva Calypso, Vivat Buena, Viva Armandino, Dodô e Osmar!

A fala prudente de Carlos Dunga

“Pela legalidade do processo, se o senador Cícero Lucena continuar mantendo sua candidatura ao governo poderemos conviver com três candidatos ao Governo na Paraíba”, avaliou o suplente de senador Carlos Dunga, do PTB, tratando do quadro político no Estado.

Dunga entende que a posição de Cícero será determinante para se saber ainda como se comportará o ex-governador Cássio Cunha Lima, na concepção dele o maior eleitor da Oposição.

– Não estou afirmando que isso acontecerá, mas, dentro de uma lógica possível, a manutenção da candidatura de Cícero significará convivermos ainda com a de Ricardo Coutinho e a de Maranhão – completou.

O ex-deputado federal acha ainda que “muito tempero ainda será usado nesse angu (processo político) da Paraiba”.

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