A crise politica sufoca a Folia de Rua

SALVADOR– Quem transita por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro percebe facilmente os estratégicos investimentos que os governos de Pernambuco e Ceará promovem para atrair a classe média e ricos dos estados do Centro – Sul no Verão em curso.

O Réveillon, as festas de carnaval são os focos das campanhas publicitárias – claro, inserindo as praias como opções de lazer. Governo e prefeituras ancorados no Ministério do Turismo terminam trabalhando assim com resultados reais.

Não sei quando – quem sabe um dia esperamos ver João Pessoa com ação comum atraindo o governo do Estado numa só política de atratividade turística da Paraíba. Toda vez que há soma, cresce o turismo; quando as ações são isoladas o resultado é diferente.

Na perspectiva de políticas de atratividade, a Prefeitura da capital acaba de anunciar os investimentos e programação para o verão de agora em diante com muita gente na cidade reclamando porque o prefeito Ricardo não incluiu o Folia de Rua nesse contexto.

Euclides Menezes, do Bloco ‘Virgens de Tambau’ e um admirador confesso do prefeito liga para manifestar sua alta preocupação e desencanto com a atitude da prefeitura de excluir o Folia da programação, embora seja uma atividade da sociedade organizada, ungida do próprio povo.

Particularmente, logo que soube do assunto me fez pregar uma mosca por trás da orelha: isso tem crise política na parada – imaginei imediatamente sabendo que a turma de Ricardo anda insatisfeita por ter sabido de movimentos feitos pelo governo do Estado de querer contribuir com a Folia de Rua.

Ora, como a Associação sempre buscou conviver bem com a prefeitura – e assim deverá faze-lo, não se poderia imaginar que a crise política externa ao projeto de resgate da folia chegasse para impedir ou querer algo parecido que se recuse apoio – o que não pode fazê-lo porque vivemos a necessidade de somar forças e não subtrai-las. Toda vez que houve o somatório o evento e a cidade ganharam levando em conta a primazia da prefeitura como gestora do solo, embora a festa seja de organização privada.

Aliás, ao invés de agir discricionariamente com o Folia de Rua a prefeitura deveria admitir um núcleo de gestão compartilhada entre a entidade, a Funjope, o Governo do Estado, o bloco Muriçocas para construir uma ação bem resolvida sem ninguém usufruir dos espaços do outro, sobretudo as duas grandes estruturas de poder, por isso ainda custo a crer que Ricardo está querendo boicotar nosso maior evento.

Ainda há tempo de entendimentos, de superação das picuinhas na perspectiva de que sejamos mais racionais e em favor da cidade e do Estado, ao invés do incentivo ao ódio e à incivilidade diante, repito, da mais importante festa popular da capital.

Ricardo, que sempre foi beneficiado pelo conjunto desse movimento como de sorte da cultura, precisa repensar bem esse tratamento de agora porque é desdizer o histórico de quem já esteve tão perto, tanto que o hino de sua campanha foi exatamente uma replica do hino das Muriçocas – hoje reclamando do tratamento.

Inegavelmente precisamos gerar a mesma cultura de outros lugares, como Recife,Olinda e o governo,que juntos vão investir mais de R$ 25 milhoes no carnaval.

Se é assim, com a palavra, o digno prefeito da capital.

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