A calçada e o trânsito de Manaira

Sempre que estou em João Pessoa costumo fazer pela manhã, logo cedo, um percurso rotineiro. Percorro quase toda a Av. João Mauricio chegando até o Busto de Tamandaré, às vezes até invadindo a parte da bela praia do Cabo Branco. É quando me reenergiso, encontro-me na reflexão com a vida, a natureza e Deus – protetores do nosso universo.

De uns dias para cá temos convivido com a obra da recuperação da calçada de Manaíra, a partir de lajotas substituindo as pedras em forma de losango de idos anos, ao tempo que transeuntes da manhã e noite (neste caso concorrendo com as ‘Meninas’) enfrentam a necessidade de ir para a pista sem proteção nenhuma do órgão de trânsito.

Repito: como do trecho da barraca do Açaí, na rua Jacinto Dantas com a João Mauricio até a antiga Gameleira (o que resta) há uma vasta área de areia e pedras para serem colocadas, logo forçam o transeunte a fazer sua caminhada matinal ou noturna na pista por onde trafegam ônibus e veículos velozes, como disse, sem um cuidado qualquer dos órgãos fiscalizadores.

Não desejo nunca que haja uma tragédia, um atropelamento com vitima fatal, para que existam medidas preventivas. Aliás, lembro que muitos anos atrás, lá mesmo em Manaíra morreu vitima de acidente a bela e extraordinária Glorias de Vasconcelos quando pedalava na pista.

Este cenário me incomoda muito porque, diferentemente na praia do Cabo Branco lá há interdição da pista para os homens e mulheres do Cooper terem o direito à vida saudável com amparo de policiais de trânsito, enquanto em Manaira – outrora Ipanema de João Pessoa – fica entregue ao léu, ao descuido tanto.

A propósito, o tratamento desigual pode ser atestado até mesmo no material e no acabamento do que está sendo feito agora na calçada de Manaira se comparado ao existente da calçada do Hotel Tambaú até o final do Cabo Branco. É visível a diferença em defasagem para a calçada da praia espremida em direção ao Bessa.

Antes de qualquer atitude, sugiro que qualquer cidadão ou autoridade compareça à calçadinha de Manaira, veja seu acabamento, o material utilizado e compare com a de Tambaú e Cabo Branco.

Em síntese, não sei porque mas esse jeito diferente de tratar Manaira dessa forma incomoda muito e, enquanto é tempo, ou se dá o tratamento equânime ao dado a Tambaú e Cabo Branco ou vivemos a fase segregação calçadal e de trânsito à beira-mar.

Nunca imaginei puder viver essa disparidade cidadã e conceitual!

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