A violência exige reação

Recife – Até bem pouco tempo atrás, falar sobre violência na cidade de João Pessoa era fato raro, algo não concebido numa terra então marcada pela tranqüilidade, que tanto fez da capital paraibana o desejo de consumo dos recifenses, natalenses e muitos de outros lugares.

A abordagem nesse tom, contudo, há tempo deixou de existir e, pior, cada vez mais assusta a todos moradores ou visitantes de João Pessoa, agora com registro de criminalidade em nível do que só se sabia em Recife, Rio e São Paulo.

Três casos abalaram os pessoenses: no fim-de-semana passado o empresário e músico Sergio Gallo e sua esposa Daniele que foram brutalmente espancados em sua própria casa por bandidos em busca de jóias. Deixaram marcas para sempre, mas até hoje ninguém sabe ninguém viu nada em termos de prisão dessa gente marginal.

Na quinta-feira de sol na cidade, eis que a Avenida Epitácio Pessoa é tomada de tiros, como e estivéssemos nas favelas do Rio de Janeiro com direito a pânico na família de um gerente do Banco Real diante de novo grupo de bandidos assustadores.

Quando menos se espera lá aparece o Presídio do Roger em chamas, da mesma forma como tem se repetido nos presídios do sul do Pais, com cenas de terror, algumas mortes e dezenas de feridos. O argumento para a rebelião: a transferência de um delinquente para outra base prisional.

O fato é que, abstraindo acusações desnecessárias na esfera política pois nada constroem neste momento, é preciso que as autoridades policiais – melhor dizendo o alto comando de segurança do Estado volte a se reunir com mais freqüência apontando alternativas emergenciais para nos tirar do alvo da bandidagem, da mesma forma que os policiais em greve precisam rever seu posicionamento diante da gravidade do momento, ou seja, precisam rediscutir a greve na atualidade.

Não podemos ficar indefesos em meio ao absurdo provocado por essa gente má, que devagar e sempre ocupa espaços estratégicos na sociedade – inclusive próximos da Justiça levando-nos ao caos de perspectiva.

Está na hora de reagir, inclusive provocando ações da esfera federal que não pode se eximir do seu indispensável envolvimento.

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