A força simbólica do Centro de Convenções

A partir desta segunda-feira, enfim, a Paraíba passa a conviver com um processo típico de desenvolvimento estratégico a inserir nosso Estado, em especialmente João Pessoa, no roteiro bem resolvido dos maiores destinos turísticos do País. O inicio das obras do Centro de Convenções a começar de hoje é um marco que somente saberemos dimensioná-lo mais na frente.

A impressão projetada para o futuro é de que nossa Capital nunca mais será a província tão decantada.

O ato de hoje tem efeito mais amplo pois recredencia o governador José Maranhão como gestor de resultados se conseguir manter o ritmo de obras, como prometido, porque além de atrair paralelamente o inicio do Pólo Cabo Branco reestabelece a imagem do “Mestre de Obras”.

São duas ações, repito – o Polo Cabo Branco em larga escala e o Centro de Convenções incorporado dentro dessa macro estrutura – permitindo a projeção de um tento histórico, sobretudo, quando imaginamos esses encaminhamentos de infraestrutura às vésperas da duplicação da BR – 101 na direção de Recife ou Natal, tanto faz.

Imagem daqui a mais dois anos o universo de freqüentadores de nossos espaços turísticos tendo à frente um conjunto de 19 empreendimentos ( hotéis, pousadas, etc) sem contar as outras partes incorporadas ao sistema de meio ambiente servindo como oferta de estrutura à quem quer se divertir com qualidade.

Antes de mais nada, invoquemos o passado para garantir reconhecimento primeiro ao projeto contratado pelo ex-governador Milton Cabral – o primeiro governante a tratar do assunto – passando por Tarcisio Burity, este avançando mais um pouco em iniciar a infraestrutura e divisão das áreas para empresários do ramo.

Daí em diante, não houve mais nenhuma ação concreta de ampliação de infraestrutura e solução jurídica para o impasse vivido entre os condôminos e a PBTur. Justiça seja feita, o ex-governador Cássio trabalhou forte através do ex-secretário Roberto Braga visando superar os impasses e até conseguir elaborar o projeto/maquete, mas sua fragilidade política não conseguiu avançar no tamanho pretendido.

De sorte que, abstraindo o embate político sobre paternidade, o fato é que o conjunto de obras do Pólo Cabo Branco e do Centro de Convenções somente está sendo deflagrado agora sob a batuta do governador José Maranhão devendo lhe render os dividendos políticos de que precisa para se credenciar na etapa sucessória de 2010.

Os equipamentos agora citados significam, se implementados como a ser anunciado nesta segunda-feira em mega festa, o marco na história do turismo paraibano servindo como parâmetro do tipo, antes e depois dessas estruturas.

Uma pergunta que não quer calar

O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, saiu de audiência na quarta-feira passada com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, em Brasília, tendo a confirmação de que sairá de agora em diante a segunda parte do Estação Ciência – também no Altiplano.

A projeção é, inclusive, de um grande equipamento do tipo Centro de Convenções. Ora, será que vamos conviver com investimentos paralelos com o mesmo sentido? Valerá à pena, em se confirmando a informação, a disputa pela duplicidade?

Seja como for, o prefeito saberá com seus auxiliares avaliar o que de fato estaremos a precisar na segunda fase sem a necessidade de disputa paralela para um mesmo fim.

Será?

O homem que arquitetou o Pólo e equipamentos no Altiplano

Quando Burity resolveu investir no Pólo Costa do Sol, depois Cabo Branco, quem estava à frente da PBTur era o advogado Ivan Burity, hoje no Governo Maranhão, que teve como arquiteto responsável pelo projeto ninguém mais ninguém menos do que o vice-prefeito da Capital, Luciano Agra.

Foi ele também quem estruturou todos os projetos da fase Ricardo Coutinho – incluindo o Estação Ciência, além do futuro teatro, centro de convenções, etc.

Será que ele pensa que um dia estará inaugurando outros equipamentos como prefeito?

Como se diz no bairro da Torre, perguntar não ofende.

PSDB ajusta o rumo a 2010

A reunião deste domingo entre Cássio, Cícero e os deputados estaduais avançou, ao contrário dos entraves dos encontros passados.

Primeiro, todos decidiram ficar no PSDB – isso a partir de decisão de Cássio; segundo, Cássio vai ocupar espaço de proa no processo partidário; terceiro, mesmo Cícero pré-candidato os tucanos vao continuar dialogando com Ricardo Coutinho.

Tem um dado mais forte ainda: se marchar na direção de aliança em 2010,o nome do suplente de senador Carlos Dunga é o preferido para ocupar a Vice.

Última

“Mas as pessoas na sala do jantar/
São obrigadas em nascer e morrer…”

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