BRASILIA– Dia 17 de setembro passado, o Governo Maranhão completou sete meses de gestão efetiva, desde a posse no mês de fevereiro. Ainda hoje, levando em conta o ritmo da equipe de auxiliares e os espaços para ocupar, não é demais afirmar que falta mobilidade do time se comparado à dinâmica do próprio governador José Maranhão.
A impressão de quem acompanha de fora o conjunto da administração é de que há descompasso a merecer alteração urgente, antes de um clima de crise interna.
Tomemos por base uma das áreas mais operosas do Governo, como é o caso da Pasta comandada pelo engenheiro Francisco Sarmento onde, mesmo estando em ritmo muito bom no campo de recursos hídricos o desempenho não é o mesmo na Ciência e Tecnologia porque ele é humano e não tem tempo para fazer tudo na mesma hora.
Acompanhando as coisas e bastidores da Capital Federal vejo com clareza o esforço hercúleo do Secretário de Planejamento, Ademir Melo, de manter a dinâmica para acompanhar o ritmo da roda maior do Governo Federal mas como ele faz tempo não anda com freqüência por aqui certamente que precisará de reforço externo porque do contrário o próprio governo perderá os prazos de captação de recursos.
Engraçado (embora não seja), o governo acaba de indicar o economista Levy Leite para acompanhar os projetos em Brasília quando desperdiça a potencialidade do ex-secretário de Planejamento e Administração da Paraíba e Pernambuco sem aproveitar Ademir na Ciência onde poderia ter melhores resultados.
Outro problema sério reside na Segurança, onde o Secretário Gustavo Gominho se apresenta como delegado de carreira da PF reconhecidamente, homem de bem até, mas sem paciência e traquejo para conduzir as ações complicadas e embaraçadas do setor logo gerando crise onde já se manifesta em diversas áreas.
Só para se ter uma idéia: recentemente ele entrou em rota de colisão com o Ouvidor da Policia porque quando da elaboração da Conferência Estadual de Segurança a distância do secretário permitiu o registro de problemas, inclusive de pouco apoio a um evento de alta importância, exatamente por falta de diálogo.
Tem mais: a parte política em si da base do governo precisa também ser melhor dimensionada porque há insatisfações e de alguma forma engessamento do líder Gervásio Filho que, sem meios de atender os reclamos, fica sem força à altura de sua missão. Até mesmo o Secretário da Casa Civil, Marcelo Weick, andou em fase de retraimento, logo ele com desenvoltura reconhecida dando a impressão de que convive com receios de não ferir suceptibilidades.
Além do mais, ao que parece falta um grupo coordenador das reflexões e encaminhamentos porque o governador sozinho corre risco de errar mais, diferentemente se tiver um núcleo competente capaz de corrigir vários rumos desencontrados do Governo.
Por essas e outras, ou o governador acelera a composição e ajustes na equipe ou vai enfrentar problemas de resultados na gestão porque ter aliados partidários nos lugares somente e só por esse critério, não resolve, ao contrário pode levar o governo a desgaste diante de tantas promessas produzidas.
E isso é a essência do futuro de Maranhão e do que ele representa, portanto, ou resolve ou resolve porque do contrário será by by saudades.