A Paraiba, os dramas e a impressão da Ministra Dilma

BRASILIA – Desde quando me entendo de gente, isso lá no bairro da Torre pelos idos anos 70 – tempo que Arnaldo Pogi Lins já pontificava como vanguarda no ramo das farmácias, a Paraíba convive com a crise política fomentando a inimizade como forma de alternância do poder.

Sempre é assim: uma liderança X se alia a outras Ys para tentar derrotar Z, embora Z sempre tenha tratado as batalhas como exercício de vitória, mesmo porque nesse xadrez político é possível vê-lo buscando alianças compensatórias visando vencer X.

Pode ser equação simplória, mas se aplica como uma luva na cena partidária paraibana, de sorte como acontece em outras aldeias ao redor.

No nosso caso foi o que aconteceu na fase passada de Braga, depois Burity seqüenciada por Ronaldo, Mariz, Maranhão e Cássio, agora Maranhão – sempre numa lógica de alguém se unir a outrem para combater e/ou tentar vencer o adversário da vez. Nesse moído de agora insira – se no tabuleiro Ricardo Coutinho, Veneziano, Efraim, Cícero, o PT e lideranças emergentes, a exemplo de Wellington Roberto e Wilson Santiago.

Ainda há uma incógnita em torno do senador Roberto Cavalcanti por não ter sido testado nas urnas diretamente, como poderá fazê-lo em 2010.

É desse conjunto de pessoas adicionadas de Armando Abílio, os Ribeiro, etc que mais cedo mais tarde vamos saber como se dará o futuro próximo da Paraíba em 2010.

Sinto, apenas, que o grande debate sobre propostas reais para o Estado ainda seja discurso e retórica sem praticidade no nível em que a sociedade almeja.

O olhar sobre Dilma

Das vezes que estive por perto da Ministra Dilma Roussef – e olhe que foram muitas nesse périplo daRevista NORDESTE – nunca tinha tido um tempo razoável para conversar olho no olho com a presidenciável preferida de Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas, anteontem, chegou a hora. No segundo andar do prédio cedido pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, à Presidência e Casa Civil por conta da reforma no Palácio do Planalto, eis que, de repente, estávamos eu, a repórter Hilda Cavalcanti e o fotógrafo Luiz Alves para entrevista e troca de impressões sobre o processo histórico do Brasil contemporâneo com a dita cuja – no bom sentido.

Vi na sua face já cuidada de ruge para compensar a beleza decaída pelo tempo inexorável (lá vem eu com Petrúcio Amorim na história!), que ela está muito bem cuidada, sobretudo, depois do tombo que foi conviver com câncer (linfoma) e as reações químicas em face do tratamento quimioterápico.

A Ministra Dilma é candidatíssima – chova ou faça sol diante da ameaça amiga chamada Ciro Gomes. Na entrevista, que será publicada na próxima edição da Revista NORDESTE, ela deixa claro com todas as letras estar preparada para conviver com uma nova fase de nosso processo histórico brasileiro.

Durante a conversa em que remontamos o Brasil de 1808 – data da migração da Família Real saindo de Salvador para o Rio de Janeiro – até os dias de hoje quando a partir de então se ampliou o fosso do desenvolvimento entre o Sudeste e o Nordeste – a Ministra pareceu-me uma mulher de nível intelectual soberano sem abstrair-se da condição de mãe, esposa e companheira.

Ate marear os olhos ela mareou falando da vida, desde a formação recebida do pai engenheiro e da mãe professora, as lutas pela democracia quando empunhou a condição de guerrilheira – fase da qual não se arrepende – até os dias de hoje, onde as estatísticas, os dados sistematizados dos vários cenários brasileiros lhe saltam à memória como fosse um computador ultra moderno suprindo o desejo de informação de quem precisa.

É esta mulher, sorridente ( bem distante da sisudez que a grande mídia lhe impõe), sensata, concentrada e sabedora do seu papel no processo histórico que vai participar do debate contemporâneo podendo superar as adversidades da saúde e da política com a determinação das mulheres decisivas do mundo.

Ca pra nós, sabe de tudo e está muito preparada. É isso o que veremos mais na frente.

A realidade interna do PSB

O deputado federal Rolemberg admitiu nesta quarta-feira, à tarde, em contato com a WSCOMUmas & Outras

…O resultado de nova eleição interna no Tribunal de Justica para a indicação do juiz substituto no Tribunal Regional Eleitoral mostrou mais uma vez que a renovação tem chegado às lides advocatícias. A presença de Abelardo Jurema Neto, por exemplo, dignifica a historia gerada a partir de Zélia e Oswaldo, ambos felicitados pela sapiência renovada na cria para o mundo.

…Por telefone e pela primeira vez desde que o ex-governador Cássio chegou dos Estados Unidos pude gerar impressões sobre este momento do maior líder das Oposições. A propósito, trataremos disso em Coluna próxima.

…Quem embarca no inicio de outubro para 10 dias na ONU, em Nova York, é o senador Roberto Cavalcanti entusiasmado com os debates e clima em torno das atividades senatoriais. Aliás, tivemos uma noite super especial, ontem, em jantar memorável.
…Palavras do senador João Tenório (AL) e mega empresário das Alagoas: “Enfim, a Revista NORDESTE está construindo um novo processo em que a fonte geradora de conceitos e informação parte do Nordeste para as demais regiões sem a supremacia do que o Sudeste dita, através dos principais veículos, ao Nordeste. Ainda bem que essa reação existe”.

…Cicero tem tido uma leitura religiosa intensa nesses ultimos dias. Já já vou dizer quais são os textos que costumeiramente ele tem privilegiado.

…Para anotar: nesta sexta-feira, a reunião entre Cássio, Cícero e os deputados estaduais deve dar novo rumo às lides políticas.

…Ricardo Coutinho chegou em Brasília. A conspiração então se acentuará.

…Por fim, a solidariedade máxima à sra Carmesia Maranhao, viúva do desembargador Geraldo Ferreira Leite, homem digno e bom, da mesma forma e intensidade aos filhos Mirabeau e Magda. Siga em paz, mestre, para a ambiência dos justos.

Última

“O nome/ a obra imortaliza..”

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