As razões de Cicero Lucena

Desde que assumiu o Senado Federal, fruto de uma campanha dificil depois de sofrer os efeitos do processo “Confraria” em que quase foi preso sob acusação de superfaturamento de obras, Cícero Lucena vive para provar de novos desafios capazes de se libertar dos dramas políticos advindos do caso agora narrado.

Antes de expor a decisão tomada de ser candidato ao Governo em 2010, justiça seja feita: o apoio do então governador Cássio Cunha Lima foi decisivo para fazê-lo chegar ao Senado. Se fosse algo mal comparado, dir-se-ia (veja a mesóclise da Torrelândia) que quitou o apoio fundamental de Cícero em 2002 porque se o então prefeito de João Pessoa assumisse a candidatura ao Governo com apoio de José Maranhão certamente complicaria a vida de Cássio.

No bairro da Torre, repito, os dois cenários permitem dizem assim: ninguém deve mais nada a ninguém.

Só que relações políticas são movidas a outros valores, se bem que comparativamente a tempos passados o relacionamento de intimidade política de Cássio e Cícero já não é mais o mesmo, parece sofrer o desgaste do tempo e do combustível intrigante de pessoas próximas.

O preâmbulo tão extenso assim serviu para dizer que Cícero anda disposto a provar um novo processo de disputa política, mesmo sabendo da desvantagem que é encarar uma eleição sem o apoio integral de seus pares partidários, principalmente do nível de Cássio.

Mesmo assim ele está decidido porque, se nada acrescentar, tem mais 4 anos de mandato – algo que Cássio não tem -, e, afora qualquer outro dado externo, ele resolveu ser a base do palanque de Serra à presidência da República, apesar de correr riscos de inanição eleitoral se não houver adesão em massa dos seu correligionários.

Pois bem, com este projeto na cabeça, Cícero resolveu assumir desafios porque tem sido estimulado por Serra a manter o projeto.

Particularmente, este Colunista esteve quinta-feira passada com o governador Serra, pessoalmente, de quem ouvi o respeito e desejo do apoio de Cássio, mas quando falou sobre Cícero começou a fala tratando como “meu irmão e amigo, Cícero”.

É dentro deste contexto que o senador vai até o fim, agora tentando convencer o principal líder da Oposição, ex—governador Cássio, sabendo que dificilmente conseguirá porque a contra – proposta existente sobre a mesa é exatamente contrária e insere no moído a presença de Ricardo Coutinho – com quem não quer conversa nem para ir ao céu.

Sendo assim, vem a fase pós-estremecimento, que é a solução de vez para essa incompatibilidade.

Agora, Ciço – como tratam os amigos – continuará candidato.

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