PT: eleição decisiva

A segunda-feira chega como data importante para o contexto político da Paraíba na direção de 2010. O registro de candidaturas por parte do deputado federal Luiz Couto, do deputado estadual Rodrigo Soares e do professor
Nabal para concorrer à presidência estadual do PT sinaliza uma composição de disputa, de cujo resultado, em novembro, assinalará parte do futuro do governador José Maranhão e do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho.

Para ser mais claro: o PT antecipou o processo de 2010 para este ano, a partir
da decisão de Luiz Couto de assumir já agora uma composição pro Ricardo
Coutinho, portanto, se o atual deputado federal for eleito levará o PT ao
apoio sumário a Ricardo, entretanto, se Rodrigo Soares sair-se vencedor
estará projetada a aliança petista com a candidatura de Maranhão.

Com todo respeito a Nabal não projetamos a hipótese dele sair vencedor porque
seu papel no atual processo é de mero participante da cena.

A dados de hoje, os dois principais núcleos de apoiamento a Rodrigo e Couto,
ou vice-versa, cantam vitória – cenário esse que haveremos de admitir: uma das partes
se engana porque é impossível dois vencedores neste embate.

Leve-se em conta que até algum tempo a candidatura de Couto era soberana,
Imbatível mesmo – o que deixou de sê-lo com a estruturação de outras forças ‘vitaminadas’
pelo efeito do Poder exercido por vários lideres petistas hoje no Governo influindo,
sim, na construção de uma outra possibilidade, que é a busca de vitória de Rodrigo.

Sejamos justos: na conjuntura não há no PT da Paraiba nenhum quadro com mais
dimensão e respeitabilidade do que o de Luiz Couto, só que esse perfil já não é
tão fulminante porque a precipitação do vinculo de Couto com Ricardo levou
outros petistas, a partir do vice-governador Luciano Cartaxo, a construir outro
projeto encabeçado por Rodrigo Soares na direção de aliança com Maranhão.

A estratégia pro Rodrigo tem trabalhado fortemente o fato do governador já ter
antecipado seu apoio à candidatura da Ministra Dilma, o que comove o petismo,
na postura inversa tratada com Ricardo que, na opinião dessas forças, não tem
assumido apoiamento incondicional à Dilma porque há a possibilidade de Ciro
Gomes ser o candidato a presidente.

É dentro deste cenário que o PT se prepara fazer a opção do futuro próximo.

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