A Paraíba, para variar, insiste em manter seus dramas e polêmicas sem parar.
O moído do momento converge para o processo licitatório da Secretaria de
Comunicação Social em curso com 25 agências de propaganda buscando se
habilitarem na conquista dos oito lotes em disputa pública.
A preço de hoje o holofote tem se ampliado para o lote 1, considerado da
Conta principal, cujo atendimento se dará às principais ações do núcleo
central de Governo no valor de R$ 10 milhões. Os sete outros lotes são expressivos,
mas co-adjuvantes em termos comparativos de volume e atendimento.
Como é processo público e o mercado (agências e veículos) depende muito desses
valores, logo sucedem uma onda de interesses em querer interferir no processo
até mesmo, no caso de setores radicalizados, de buscar atrapalhar e suspender a
licitação algo danoso para o mercado em si e, sobretudo, para o Governo que
precisa e quer mostrar serviço, através da Mídia, mas só fará com a concretização
do processo em curso.
No paralelo, sem que se assuma publicamente, ainda há enfrentamento entre alguns
veículos por disputa de espaço e tamanho algo conhecido do mercado, cuja proporção
de valores projeta mais espaços para uns em detrimento de outros, mesmo observando a distribuição
das mídias ao conjunto do mercado pelo fator de importância das empresas, conforme aferição
dos instrumentos mercadológicos.
Na prática, cada um busca criar as condições de preservação de seus espaços daí
a crise superficial geradora de turbulência querendo interferir no processo licitatório
de forma danosa repito ao conjunto do mercado.
Certamente que a tentativa de agito se manterá, entretanto, em que pese os questionamentos
em curso, se as observâncias dos parâmetros legais estão sendo obedecidas não há
como abrigar fatores externos ao processo, sobretudo com natureza política partidária
porque a normalidade processual precisa conquistar as etapas previstas e seu desfecho
natural.
Do contrário, é indagar ao próprio mercado: a quem interessa perturbar a ordem reproduzida
nos mesmos moldes do Governo anterior, cujo teor mereceu aprovação do TCE?
Em síntese, o mercado não pode ficar refém da luta política partidária.