O saldo do Moido do Moinho

Se haviam dúvidas sobre o processo de isenção de multas ao Moinho Dias Branco, a cada diz elas se dissipam apontando para um cenário no qual o governo joga suas fichas para por ‘panos mornos’ em torno do assunto resolvendo os dentro da legalidade e a Oposição faz do caso uma possível ‘bandeira de luta’.

O fato é que a desautorização do atual Procurador Geral, Edisio Souto, ao ex-procurador Marcelo Weick tira em tese o governador do front da exploração desmedida buscando encontrar suspeitas no ato, da mesma forma que ao adotar este posicionamento produziu a retração de força do Secretário Chefe da Casa Civil, que havia adentrado ao cenário com muita desenvoltura ma que, a partir de agora, partirá a jogar mais comedidamente.

O Chefe da Casa Civil constatou algo difícil de digerir: grande parte dos petardos recebidos até agora partiram de seus “aliados” dentro do Governo.

Este e, em tese, o argumento mais plausível porque admitir que ele errou propositadamente significa permitir medidas mais enérgicas do governador, algo que não as adotará porque já disse, o manterá à frente da Casa Civil, portanto, tirou do auxiliar a maior responsabilização ao transferir a medida final pelo Conselho do Consumidor.

Na verdade, sob a ótica superficial, o Governo experimenta o mais sério momento de crise precisando esclarecer abertamente tudo o que for possível, sob pena de desconstruir seu discurso antes a unir muitos advogados, alguns deles agora em enfrentamento ruim para o próprio Governo pondo fim a uma espécie de monopólio de advogados já não mais existente.

Se é assim, não tem jeito, ou resolve suas broncas internas ou pode gerar clima de ‘vaca desconhecer bezerro’, algo já visível entre alguns auxiliares.

A essência é…

O aspecto mais eloqüente até agora, afora a crise forte de relacionamento em torno do próprio governo, é atestar que há uma tentativa pré-deliberada em considerar que houve favorecimento em favor de um escritório de advogacia no Estado.

Sejamos mais objetivos com base em falas públicas de gente do próprio governo em querer responsabilizar toda a crise na conta do escritório na Paraiba e São Paulo liderados pelos advogados Samuel e Glauce Gaudêncio, como beneficiários da decisão.

Eis o fato/contextualização exposta pelo advogado Sales Gaudêncio: “Não advogamos para o Moinho Dias Branco, mas já participamos de uma fase do processo em nome da construtora Integral Engenharia, quando a fase de construção no Governo anterior, algo que já não mais existe”.

Ele considerou um absurdo e deve tomar medidas judiciais para inibir procedimentos que queiram denegrir sua imagem.

A Oposição não para

Como era de se esperar, oposicionistas ocuparam espaços em diversos veículos especialmente no WSCOM para cobrar medidas explicações do governo.

O líder no Governo, Manoel Ludgério, chegou a falar em pedir a participação do Ministério Público Federal e da Policia Federal.

Última

“Só deixo meu cariri
No último pau de arara…”

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