Embora a disputa política precoce permita admitir mos a existência de prós ( em larga escala ) e contra ao Governo Lula é impossível ignorar a contribuição do governo petista em tamanho máster ao Nordeste, como há muito não se via. Também por isso os índices de aprovação de seu governo chegam a mais de 80% do inconsciente coletiva nos nove estados.
Até agora a tese é obvia, sem novidades, mas mesmo assim arrisco dizer que o presidente Lula deve à Paraiba uma grande obra de referência, como já adotou nos demais estados brasileiros.
Por exclusão, também óbvia, nem insiro os três maiores estados da região no contexto de atratividade em larga escala de grandes investimentos do Governo Lula porque é chover no molhado.
Restringirei o olhar para o Rio Grande do Norte, por exemplo, onde até os anos 80 tinha PIB e desempenho econômico abaixo da Paraiba mas, que, de tempos para cá tomou a dianteira com investimentos e resultados sociais de grande monta. Os olhos provam essa realidade.
Só para refrescar a memória: não bastassem os investimentos no campo do petróleo (Mossoró), dos investimentos em infra-estrutura (ponte de Natal para o litoral norte, etc), o Rio Grande do Norte está em passos largos para ter muito em breve um novo aeroporto de cargas na Grande Natal exatamente como reforço especial ao futuro norte-riograndense.
Na Paraiba, não há esse marco e/ou tamanho de investimento do Governo Lula porque a duplicação da BR 230 é obra mista pois surgiu na era FHC, o mesmo referindo-se às várzeas de Sousa e por aí vai não significam novidade da era Lula.
Nem mesmo o Instituto do Semi-Árido, que foi tratado como espécie de nova SUDENE do interior, até hoje nunca prosperou mesmo com sua importância porque sem dinheiro (orçamento) e estrutura nada anda. E é o que se atesta na atualidade.
Em síntese, não sei quem vai atualizar a cobrança, mas ainda é tempo de dizer ao presidente que a Paraiba está a merecer, mais do que exigir, algo que não conquistamos mais como antes porque a crise política entre nossos lideres partidários não permite a união de forças visando atrair os investimentos de grande monta.
E agora, quem assume o tamanho da cobrança?