RECIFE – Fontes da política asseguraram me nesta tarde de segunda-feira chuvosa inundando a capital pernambucana, como de sorte em João Pessoa e Natal, que deputados estaduais da Oposição estavam se articulando para inviabilizar a aprovação do empréstimo de R$ 190 milhões oferecidos pelo BNDES para incrementar obras e ações no Estado.
De todos os Estados do Nordeste, posto que a oferta compensatória foi feita na última reunião dos governadores em Natal, a Paraíba é o que apresenta um quadro típico de incivilidade política no trato do empréstimo.
Não se trata de examinar o assunto pela cor partidária envolvendo oposicionistas em maior número ainda e parlamentares de Situação, mesmo com o claro interesse do Governo de executar as obras, mas pelo prisma da responsabilidade pública que cabe ao conjunto da Assembléia Legislativa.
Ora, se as ponderações de necessidade do apontamento das obras foram atendidas com a apresentação dos encaminhamentos a serem feitos com os recursos sinceramente já não mais razão para um atabalhoamento sem fim de procedimentos políticos mais anárquicos do que responsáveis.
De fato, o governador Jose Maranhão precisava apontar a aplicabilidade de uso dos recursos, portanto, quando o fez atendeu o interesse geral e da Oposição. Se não o fez na plenitude, ao legislador pode até haver interesse em querer impor obra ali ou acolá, mas a prerrogativa da execução e escolha é do governante.
Sou dos que considero importante a existência da Oposição, mas nunca de forma radicalmente cega, improdutiva e irracional porque na ponta quem está perdendo com esse lenga-lenga é a sociedade, portanto, chegou a hora dos oposicionistas assumirem seu papel de responsabilidade conjunta.
Por essas e outras, insisto em dizer que a Paraiba anda retrocedendo há anos com essa crise política aguda sem fim, movida por argumentos e processos atrasados, em síntese, transformando algo absolutamente legal e normal em absurdo político comportamental inadequado.
Se é assim, que se fiscalize, acompanhe cada projeto, mas inviabiiza-lo é jogar contra a Paraíba e a Paraíba não pode se dar ao luxo de impedir ou perder ações básicas de atendimento coletivo.
Quinto: coerência com Santa Rita
Por telefone, chega a argumentação do deputado estadual Quinto para se postar como questionador ao empréstimo. Ele tem dito e repete: a cidade tem estado sem sorte com governantes, porque como explicar que o terceiro colégio eleitoral do Estado não esteja contemplados com obras.
Instigado ele não se acanha em admitir que esteve em Belém com a comitiva do prefeito Ricardo Coutinho, como o deputado Junior tem estado com o governador. Aliás estimulou Maranhão a fazer pesquisa de opinião pública para identificar a preferência popular por RC, segundo ele.