Enquanto deputados estaduais se engalfinham na temática ocasional do tal empréstimo ao BNDES para o Governo do Estado, fiquei pensando nos cidadãos comuns que vivem a vida pelas ruas das grandes cidades paraibanas ou, como eu, circundando ambientes na proporção de São Paulo na busca de oportunidades e de superação. É impossivel não há sentimento maior do que a picuinha da aldeia! Daí o relator poético (frio) a seguir:
FRIO DA ALMA
Para Tico Pinto, amigo e irmão
de tantas lutas desaquecidas
Qual dos ventos nos gela mais
Em torno da pós moderna selva de pedras:
A que vem do céu
Sem pedir licença e
Nos obriga vestir reação
Onde até agasalhos servem
Como aquecedor de caminhadas?
Ou o gelo humano
Transformado em código geral
Nas relações das pessoas
Preocupadas em sobreviver
Pelas ruas sem fim da Paulicéia?
São Paulo é a mais distinta peneira social
Menos pela sabedoria imposta
Como forma fatal de se sobreviver
Mais pela força da grana
Estratificando cada ser em série
na pirâmide convencional dos tempos
Cenas urbanas
Rudes dores implacáveis
Para excluídos sob as pontes
Ou tantos outros tomados da pedra fatal
Vicio destruidor em outra escala
Se se contrapondo às drogas modernas
da jovem burguesia que devora êxtase
Mas nada assim
Interrompe a qualidade para quem pode
A fartura de consumo nos vários níveis
Mais forte cardápio mundial
No Pais verde e amarelo
Estratificado no Estado social
Que alimenta a esperança de espírito
De poder caminhar no futuro
Crendo na vitoria como mote e condição
A agasalhar sobreviventes do frio
Da grande metrópole
São Paulo é sensacional!