Os primeiros sinais da crise

Quem quiser que se iluda, mas cada vez mais clareia a posição antagônica entre o ex-governador Cássio Cunha Lima e o senador Cícero Lucena quando se trata de futuro, de 2010 especificamente.

Basta ver o embate nesta quarta-feira entre os deputados Manuel Ludgerio, líder da Oposição e mais próximo de Cássio, e Ruy Carneiro – carne e unha de Cícero.

Os dois protagonizaram enfrentamento e discordância publica quando se trata de sucessão de 2010. Ludgerio insere Ricardo Coutinho como opção e Ruy vomita essa possibilidade.

Na prática, esta é a discordância de fundo entre Cássio e Cícero porque em se tratando de projeto para o Governo, Cícero anda irritado com essa opção levantada por Cássio e seus seguidores. Alias, se o senador falassse de público o que diz no particular já teria havido rompimento pra valer entre eles.

Se reparar direito, a crise em torno de 2010 é o elemento mais forte de agora, mas há tempo os dois já não convivem da mesma forma de antes, quase siameses, quase irmãos.

No cotidiano dos últimos tempos, eles já não se freqüentam da mesma forma e têm diferenças de projetos a olhos nus.

Recentemente, Cícero ‘tomou as dores’ com Fernando Catão, hoje afastado da política, por ter sabido da presença de vereadores em encontro com Ricardo Coutinho recebendo de pronto a reprimenda do conselheiro, que disse nada ter com o assunto nem estar mais envolvido com política.

O fato é que, embora não assumam publicamente, Cássio e Cícero já pagaram as contas que cada um devia ao outro, portanto, ninguém se espante se em 2010 eles estiverem em palanques diferentes.
Quem viver, verá.

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