Por vários fatores e até necessidade de diálogo pelo oficio que escolhemos na vida, especialmente a Revista NORDESTE temos construído relacionamento proativo com todos os nove estados, onde percebe-se desempenhos distintos em termos de resultado. Pernambuco é uma das referências extraordinárias.
Agora mesmo, quando revia alguns programas especiais na TV Senado sobe a Era Vargas e Juscelino, eis que Gilvane Sabino, agora mestrando em Marketing, a partir da cidade de Recife, me envia texto primoroso de Múcio Novaes, presidente do Sindicato das Empresas de Seguros de Pernambuco, a ratificar o encanto da luta e da ousadia pernambucana.
Certamente que o contexto a seguir nos incomoda porque ainda estamos distantes do volume de projetos e ações no nível de Pernambuco, mas nem por isso cessa o desejo e luta de que um dia tenhamos esse ritmo frenético Pernambuco de desenvolvimento.
Leiamos juntos:
O processo de desenvolvimento econômico e social, no seu sentido mais abrangente e sustentável, assenta-se em duas premissas fundamentais: expansão econômica e base produtiva local e eficiência da base educacional. É ponto pacífico que, sem políticas públicas que visem uma educação de qualidade, os benefícios da expansão econômica somente servirão aos grupos sociais mais privilegiados. No entanto, existe uma terceira premissa, cientificamente difícil de explicar: a conjunção de fatores positivos, que podemos também chamar de a conjunção dos astros. Trata-se de uma coincidência de fatores e eventos, possíveis de acontecerem a um mesmo tempo, em uma mesma base territorial.
Parece que Pernambuco apresenta, hoje, duas dessas premissas: crescimento econômico e a conjunção dos astros.
Há muito, não se ouve falar tão pouco se vê, tanta movimentação e informação sobre um grande volume de investimentos estruturadores e de outros projetos de razoável impacto econômico em nosso Estado, alguns deles até já existentes há algum tempo. O conjunto de investimentos que poderá mudar a face econômica e social de Pernambuco, está a seguir alinhado: 1 Revitalização do rio São Francisco e de sua bacia hidrográfica; 2 Ferrovia Trans-nordestina; 3-Consolidação e expansão dos perímetros irrigados do Vale do São Francisco; 4 Expansão dos plantios de mamona pra utilização como matéria-prima para produção de biodiesel; 5-Consolidação do pólo gesseiro do Araripe; 6-Consolidação da ovino-caprino-cultura do Agreste e do Sertão; 7-Consolidação do pólo de confecções de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe; 8-Finalização da duplicação da BR 232 e projeto de extensão até Pesqueira; 9-Término da duplicação da BR 101, de Xexéu até Goiana; 10-Consolidação e expansão do pólo turístico-hoteleiro das praias do Litoral Sul; 11-Implantação do pólo Poliéster/PET em Suape; 12-Implantação de uma Refinaria de petróleo em Suape; 13-Implantação de uma usina siderúrgica de aços planos, em Suape; 14-Implantação de um estaleiro de construção e reparos navais, em Suape; 15-Consolidação do Pólo Digital do Recife; 16-Implantação da Hemobrás em Goiana; 17-Implantação do Centro Regional de Ciências Nucleares, no Recife; 18-Ampliação dos aeroportos de Recife e Petrolina; 19-Consolidação do Recife e Olinda como destinos turístico-culturais, e escala para as praias do Litoral Sul; 20-Exploração e produção de petróleo na plataforma continental de Pernambuco e 21-Implantação do maior moinho de trigo do país, em Suape.
O conjunto das vinte e uma oportunidades acima enumeradas, muitas das quais ainda dentro do campo das possibilidades, traduz-se, caso seja viabilizado em sua maioria, num impacto econômico sem precedentes na história de Pernambuco, e assim seria na de qualquer outro estado nordestino. O somatório dos investimentos acima previstos, alguns já realizados, monta a algo perto de 8 bilhões de dólares (R$19,2 bilhões ao preço de hoje), capazes de gerar uma quantidade enorme de empregos, diretos e indiretos, na implantação e na operação dos empreendimentos.
A contribuição desses investimentos poderá elevar o PIB do Estado, num prazo de cinco anos, para um nível superior a 22 bilhões de dólares, contra quase 15 bilhões atuais. Isso significa dizer que a renda per capita dos pernambucanos poderá passar de aproximadamente 1.800 dólares para algo em torno de 2.800 dólares anuais.
Os 21 projtos constituem uma ambiciosa plataforma de desenvolvimento para Pernambuco, nesta primeira década do século XXI, deixando uma herança bendita para quem vier suceder o governador Jarbas Vasconcelos, em 2007.
Isso é real, não é miragem.
O presidente Luis Inácio da Silva, Lula, tem frequentemente vindo ao Estado, para junto com o atual governador Eduardo Campos, inaugurar obras e trazer novos investimentos.
A exemplo da corrida de novas fábricas que se instalam no Estado, temos a Nobel, Schin, Ambev, Unilever, e mais recentemente a Sadia, de alimentos, que inaugurou uma filial em Vitória de Santo Antão, a 50 km de Recife, com propósito inicial de produzir 185 mil toneladas/ano, além da ampla geração de emprego direto e indireto.
O turismo tem demonstrado crescimento movimentando pólos festeiros na Capital Recife, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Arcoverde, Goiana, Nazaré da Mata, Porto de Galinhas, e muitos outros. Carnaval, Páscoa – com a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém e em muitas outras cidades, Festivais de Inverno e Primavera como os de Garanhuns e Petrolina, Festival Jeans de Moda de Toritama e o Pólo Comercial de Caruaru, e o São João, a Feneart, as Feiras de Imóveis, Informática, Automóveis, além de diversos Congressos da área médica e científica, Festival Nacional de Cinema, de Dança, Teatro, Gastronomia, o Abril Pro Rock, Festival de Verão, Olinda Beer, são algumas datas do calendário que a cada dia aumenta e enriquece a programação do Estado atraindo milhares de turistas e negócios.