Quem esteve presente à prestigiada posse da desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti na vice-presidência do Tribunal de Justiça na sexta-feira finda ainda tem em mente uma imagem importante em meio a tantas pessoas ilustres. Na mesa principal lá estavam, lado a lado, o governador José Maranhão e o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho.
De todo o tempo em que estiveram juntos somente duas vezes, rapidamente, os dois trocaram rápidas conversas. Alguém com rigor implacável sobre forma de se comportar diante do cerimonial de uma posse, poderia dizer, eles não podiam passar o tempo todo conversado. Concordo, mas o quengo torrelandense, logo contrapõe dizendo: depende.
De fato, eles não poderiam ser deselegantes passando o tempo todo em diálogos. Só que, do que estou querendo me concentrar não tem nada a ver com isso, com excesso de conversas em horas inconvenientes.
Na verdade, me reporto à cena de pouco conforto, ao que parece, que eles deixavam transparecer, como se, dependesse de cada um deles, o lugar de assento não seria próximo e sim mais distante.
É preciso dizer que não se pode fazer disso um cavalo de batalha, entretanto, ficou visível que já não há mais naturalidade na convivência entre eles. É como se conversassem apenas por educação e cerimonial, nunca por espontaneidade, algo que se faz quando se sente bem ao lado de quem se quer.
Em síntese, a proximidade entre Ricardo e Maranhão pareceu, desculpem-me pela reprodução da filosofia do bairro da Torre, abraço de tamanduá, cheio de desconforto.
É como se um dissesse para o outro: você é meu adversário, ainda não inimigo.

