Há no ar algo a mais do que aviões de carreira. Refiro-me especificamente ao momento do Governo Maranhão que, por motivos diversos ainda não completou a equipe de assessores de primeiro escalão e, pior, a crise a cada dia dá sinais de perturbação nos cofres do Governo como um todo.
Num dos suportes de comunicação nesta segunda-feira, o governador José Maranhão deixou escapar que mandou todo mundo apertar o cinto para honrar os compromissos na segurança, saúde e infra-estrutura advertindo, a seguir, que deverá não aplicar os reajustes salariais advindos dos 31 Planos de Cargos e Carreira aprovados no decorrer do ano passado e de 2009.
Para complicar, nesta quarta-feira o presidente da Cagepa, Edisio Souto, pôs o trombone na rua anunciando aos quatro cantos, através de entrevista no programa Paraíba Sat, que anda acumulando muitos milhões de débito na empresa, por isso considera presumível ter que fechá-la.
Em ambas as revelações, o sinal amarelo se instalou em setores vitais da administração estadual porque o fim dos reajustes vai gerar repercussão imediata entre os servidores, da mesma forma que no caso do bem natural gerenciado pela Cagepa o problema atinge a casa, funcionários e estrutura da empresa e na ponta a sociedade como um todo.
Ora, diante de crises agudas a despontar, ou o Governo age transparente, isto é, permite que outros atores envolvidos representação de sindicatos, MPE, etc participem desse exame e busca de solução ou, diante do clima agudo, tudo pode se transformar em grande caos.
O fato é que pelo fator experiência, o governador Maranhão deve se sentir mais tranqüilo porque a tem de sobra, entretanto, sem recursos à altura do que já teve e movimentou tempos atrás e sem perspectiva do Governo Lula socorrer de imediato só resta ter que construir um Núcleo de Crise Permanente para apontar cortes e as saídas para esse difícil momento.
E, olhem, que a crise ainda não se instalou plenamente!
O discurso e a exclusão
Para um bom entendedor, a entrevista do presidente Edisio Souto nunca inspirou nem jamais abrigará qualquer suspeita de que, diante da crise, a solução venha a ser a privatização da Cagepa.
Nem ele nem ninguém disse isso, nem essa hipótese está em curso, asseguram alguns assessores de Governo. Pelo menos é este entendimento predominante no momento de crise.
Na fase atual, de muita inquietação, Edisio Souto jamais imaginaria que estivesse prestes de enfrentar tamanha onda que, aliás, deva-se dizer é antiga e passa por vários governos.
Agora, uma pergunta simples: o que motivou esse volume de déficit? São as inadimplências dos vários clientes ou tem algo a mais do que isso?
Última
A planta pede chuva quando quer brotar/
O céu logo escurece quando vai chover…

