As paredes com carpetes marrons do Tribunal Regional Federal, em Recife, registraram nos bastidores da posse do presidente Carlos Gurgel Faria, ontem, um diálogo que em nada tinha a ver com a Justiça Federal.
De um lado o governador José Maranhão e do outro o presidente dos Associados, Joezil Barros, com conteúdo mais ou menos a seguir:
– Olá, governador disse Joezil.
– Como vai respondeu Maranhão seqüenciando:
– Vocês já definiram o novo diretor da Paraíba, depois de tirar meu amigo
Carlos Pereira?
– Não, governador, não o tiramos. Ele é que não quis ficar alegando não se
enquadrar nas novas regras.
– Mas quem vai para lá?
– É uma pessoa conhecida sua, já trabalhou no seu Governo, no de Cássio,
Mangueira, Cícero e disse ter uma ótima relação com o Sr!
– Quem é?
– Oswaldo Jurema.
– Por que vocês não indicam Augusto Correia Lima?
– Governador, ele já saiu da empresa, não pode voltar. Oswaldo, inclusive, nos disse que lhe conheceu na casa do pai dele, em 1954, portanto, desfrutava de bom relacionamento.
– É, isso é questão dos Associados, que tem de resolver.
Quem presenciou a conversa é casca grossa e não mente.
Em tempo: já se passaram mais de 24 horas da esperada posse ainda não acontecida.
Presenças na posse
Durante a posse, o governador Maranhão ficou ao lado do senador Roberto Cavalcanti, citado algumas vezes na solenidade com direito a sorrisos, cochichos e até uma ligação do senador passando o celular para o governador atender.
Artur presente
O deputado estadual Artur Cunha Lima, presidente da Assembléia Legislativa, ficou na primeira fila próximo de Maranhão e Roberto com direito a cumprimentos formais.
No caso de Roberto, ele foi até Artur e cumprimentou com direito a outros comentários amenos.
Última
É só o amor/ que conhece o que é verdade…