Mangabeira Unger: o sucessor de Celso?

SÃO PAULO – Enfim, nosso Estado entrou na pauta das reflexões e estratégias pós modernistas do inquieto ministro Roberto Mangabeira Unger com sua chegada nesta quarta-feira à noite ensejando uma agenda protocolar – comumente afeita a um ministro e, ainda, um mergulho sobre os rumos do desenvolvimento sustentável na Paraiba em busca de promover cidadania plena.

Desde que Celso Furtado se foi, volta e meia figuras inquietas como Ciro Gomes se atrevem a refletir nossa realidade entrecortada de contradições gritantes, pois se registra índices de crescimento com nível da China, como se deu ano passado, ainda assinala ambiências de pobreza gritante, sobretudo nas periferias dos centros urbanos e nos lugares de maior estiagem.

Mas, em que pese a existência de organismos privados buscando discutir o futuro do Nordeste, ninguém depois de Celso Furtado encarou com tanto envolvimento embasado como o ministro Mangabeira Unger.

O ministro ataca a extratificação sócio – econômica a partir de uma premissa, óbvia até, mas realçada presentemente: “Não há solução para o Brasil sem que haja solução para o Nordeste” – sentencia do alto de sua sabedoria a credenciá-lo com um dos melhores teóricos da contemporaneidade se dando ao luxo de ter no seu curriculum a condição de ex-professor de Barack Obama, em Haward.

Por isso a presença de Unger na Paraíba nesta quarta e quinta averiguando in loco projetos de auto sustentação real, a exemplo da Fazenda Tamandauá, em Santa Terezinha – vizinho de Patos – é um atestado de que estamos prestes a encarar um novo Projeto de Desenvolvimento para o Nordeste em novas premissas, não mais como as da época de Celso, mas ainda de caráter indispensável.

Em entrevista exclusiva à Revista NORDESTE, ele conceituou em cinco as pilares de um arcabouço desenvolvimentista atacando a agricultura versátil, a política industrial voltada à micro e pequena empresa, a educação focada no ensino médio, ainda a transferência de renda com capacitação profissional e, por fim, grandes projetos industriais na condição de gerar transformação social.

Ouvir e trocar idéias para a construção de um grande ideal de desenvolvimento é tudo o que o Nordeste e a Paraíba, particularmente, pretendem deflagrar com novos métodos, embora a cultura das elites política e econômica termine por se transformar em grande entrave porque embora a maioria defenda mudanças na prática não as quer nem deixa pó-las em ação.

Além do mais, sem apoio formal dos governadores e das outras instâncias de governo, certamente que os passos do desenvolvimento pretendido serão lentos, exceto se for construída a prioridade política nacional com endosso de todos.

De qualquer sorte, vamos ver e apostar no que vai dar.

Projetos da Paraíba

Mangabeira Unger chega num momento em que o governador Maranhão ainda está na fase de arrumação da casa e dos projetos, mesmo assim os dois vão estar em visitas oficiais e debates em Patos e Santa Terezinha – neste ultimo caso, na propriedade do trilionário Pierre Landolf.

Na sequencia, focaremos outros temas.

Picoly, técnico testado

O portal WSCOM Online trouxe uma informação exclusiva no inicio da noite dando conta que o engenheiro Flavio Picoly será anunciado pelo governador como novo Secretario de Planejamento, apesar da não confirmação por parte do chefe do executivo.

O assunto está guardado a sete chaves, mas chegou ao portal. Picoly é indicação do deputado federal Manoel Junior.

Para anotar

Terça-feira que vem parte do PT nacional se reunira aqui, em São Paulo, para discutir a conjuntura e definir novos rumos.

A novidade nessa reunião será o reentre de Delubio Soares nas assembléias do PT.

Última

“Mas, doutor, uma esmola para um homem que é são/ Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão…”

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