O domínio de Maranhão e os reflexos imediatos

SÃO PAULO – Os novos passos dados nesta segunda-feira pelo governador José Maranhão ao apresentar o conjunto de auxiliares de escalões variados da administração pessoal traduzem apenas uma das engenhosidades políticas promovidas pelo veterano líder político.

O mapeamento produzido por ele para chegar a esse estágio conclusivo da equipe – mesmo faltando alguns poucos, revela a face contemporânea do governador alinhada a respeitar antigos aliados desde os dois primeiros mandatos, agora entremeados da presença de petistas no Governo e – outro dado especial – de um deputado estadual do PSB.

Nos dois últimos casos, ou seja, no exame dos apoiamentos de PT e PSB não há como negar que inexiste apoio incondicional dos dois partidos até porque uma banda petista aliada a Luiz Couto está fora do governo, da mesma forma que o PSB liderado pelo prefeito Ricardo Coutinho – este inteiramente em posição distante da atual gestão estadual.

Aliás, a engenharia política apresentada pelo governador demonstra sua decisão determinada de tentar cooptar e/ou esvaziar o PSB gerando com isso problemas para Ricardo e imediata reação nas próximas horas.

O engenho maranhista de agora lembra muito a fase lá atrás quando o então governador Wilson Braga esvaziou o PTB de Tarcisio Burity impedindo-o de ser candidato ao governo por essa legenda terminando mais tarde no PMDB.

Os personagens e condições de agora são diferentes porque Ricardo tem domínio absoluto do PSB, mesmo assim vai enfrentar dissidência germinada no maranhismo através do próprio Guilherme Almeida e, principalmente, do deputado federal Manoel Junior – o mais disposto dissidente do PSB.

Se há necessidade de reconhecer a conduta engenhosa do governador, também se faz imprescindível admitir que a partir de agora vai se deparar com um adversário aguerrido, no caso Ricardo, assim como tenderá a conviver diante de uma nova rearrumação política no estado de proporções ainda desconhecidas porque esta todo mundo conversando com todo mundo, como se diz na Torrelândia.

Maranhão, soberano no PMDB, passa agora a operar para atrair novos aliados hoje na Oposição devendo conversar com Cícero Lucena e Efraim Morais, como ele próprio admitiu, da mesma forma que Cássio e Ricardo vão conversar em breve.

Do lado situacionista, está mais do que evidente: o governador Maranhão já alicerça sua pré-candidato à reeleição enfrentando vejam só – o aliado de ontem, Ricardo Coutinho. Como ele é hábil e conhecedor do tabuleiro recomenda-se levá-lo muito a sério das estratégias.

’Somos aliados’

Na entrevista coletiva concedida no Espaço Cultural, o governador disse que trata o prefeito Ricardo como aliado, mesmo anunciando a nomeação de Guilherme Almeida no Governo – condição essa repudiada pelo prefeito e PSB.

Mais conversa

Uma nota veiculada na coluna de que escalões intermediários de Ricardo e Cássio se ‘namoram’ gerou forte reação.

Gente dos dois lados reproduzia: vai se intensificar.
Vamos aguardar.

Em boas mãos

Poucos auxiliares do governador Maranhão tem a formação e conduta comprovada no trato de investimentos como o novo presidente da Cinep, João Laércio, posto que ocupou na vez passada.

Sereno, rigoroso, fomentador de projetos e decidido, João Laércio está no topo dos gestores qualificados.

Última

“Da força da grana que ergue/
e destrói coisas belas…”

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