BRASILIA – A divulgação pelo governador empossado, José Maranhão, da lista de auxiliares de primeiro escalão, cuja posse se dará nesta quinta-feira, no Espaço Cultural, revela uma composição política e técnica sem grandes novidades. A maioria dos nomes já havia sido antecipada pelo portal WSCOM Online dada a evidência dos personagens em torno do chefe do executivo.
Se reparar bem, muitos dos secretários anunciados estiveram na versão anterior de Governo, aliás construindo o projeto de identidade e relacionamento com a sociedade desde os primeiros passos, lá por volta de 1995.
Há diferenças, também se nota, mas encarar o engenho do advogado José Ricardo Porto na Casa Civil traduz certa obviedade pelo significado dele no processo desde o TRE mas, sobretudo, o vinculo criado nos últimos tempos.
É o mesmo que se aplica ao professor doutor Sales Gaudêncio, o cardeal Roosevelt Vitta, engenheiro Francisco Sarmento e por ai vai. Não se viu o nome do advogado referência, José Edisio Souto, nome muito vinculado ao processo do PCB.
A presença de Lena Guimarães traduz para quem acompanha de perto a ascensão de um brilho pessoal que a renomada multimídia construiu ao longo de sua carreira profissional, sem deixar de expor a influência do Sistema Correio até pela mais importante sustentação para o resultado que chegou onde estamos.
Tem ainda a retomada da vida pública pelo ex-conselheiro Marcus Ubiratan. Estaria na condição do que se chama, de volta ao começo porque foi nesse cargo, ainda quando do governo Burity, que ele alicerçou os vôos mais altos inclusive no Tribunal de Contas.
Agora, depois da posse, começa o tempo de tolerância e, mais na frente, de cobrança tanta pelo significado do que se está construindo.
Dinheiro em caixa
Um fato importante deixado pela equipe econômica do governo Cássio foi sem dúvida o volume em caixa em torno de R$ 156 milhões sem contar o pagamento de pessoal quase no mesmo percentual anotado.
Trata-se de um dado que balisará de agora em diante o rendimento da nova equipe econômica, da mesma forma que extrairá do discurso a acusação de cofre vazio.
Disposição de gerar transição
O ex-secretario de Planejamento, Franklin Araujo, revelou ao Colunista que está decidido a passar todas as informações requeridas pelo novo Secretario Marcus Ubiratan pondo fim à falta de transição indispensável entre governos.
Franklin Araujo volta a trabalhar em Recife, na Chesf mais precisamente.