Muitos no exercício da análise sobre fatos conflituosos tendem, na maioria dos casos, a defender a parte menos forte. Em tese, até isso se aplicaria ao novo grito de rebeldia dos delegados de policia da Paraíba reivindicando isonomia com procuradores, entretanto, os outros dados envolvendo o quadro permitem outra leitura a deixar a classe delegada em desvantagem.
Do ponto-de-vista da essência reivindicatória nem vejo como absurdo a isonomia pretendida em face, sobretudo, do alto risco vivenciado pela classe delegada, mesmo assim é visível a falta de paciência da cúpula delegada para conquistar outras conquistas.
Só que tem um fator tempo nesse contexto e o processo recente, anterior ao de agora, onde o delegado de policia saiu dos míseros R$ 1.600 para obter como remuneração o valor inicial de R$ 5.000,00.
É esse contexto histórico recente que precisa ser levado também em conta pela cúpula dos delegados, não para abdicar da luta, mas visando construir novos estágios dessa luta capaz de assegurar as conquistas de forma firme mas gradativa, sem a radicalidade sem exame produndo.
Ora, abstraindo ser a classe dos advogados em tela, ninguém em sã consciência pode ignorar o patamar de reajuste de 20% – percentual que poucas categorias alcançaram nesta fase de recomposição salarial vigente.
Em tempos inflação sob controle, a majoração de salários em torno de 20% apresentada pelo governdor Cássio é patamar reconhecido porque a media das negociações em outras categorias esta em torno de 5%.
Sabedores da importância especial da historia e das conquistas dos delegados, poder-se-ia admitir escala de reivindicações continuadas ao longo dos tempos, entretanto, a radicalidade de agora so deporá sobre esse momento da categoria e de suas reivindicações.
Vamos acompanhar os fatos em cima do lance.