BRASÍLIA – A eleição dos três senadores do Piauí para as Primeira, Segunda e Quarta-Secretarias do Senado Federal realçou no processo de renovação da Mesa Diretora da Casa Alta do Congresso Nacional a demonstração de força desta bancada aguerrida que, se comparado com a nossa (paraibana), deixa-nos com o sentimento de inveja danada pelas conquistas usufruídas pelos irmãos piauienses.
Sem dúvidas nenhuma,o Piauí vive um dos seus melhores momentos, não só na representatividade e força de sua bancada, como também no âmbito da gestão estadual, através do governador Wellington Dias – volto a insistir, merecendo parcela de inveja pela exuberante performance por parte de outros estados, em especial a Paraíba.
Na prática, dos 6 principais cargos da Mesa Diretora do Senado o Piauí ficou com três. No caso da Paraíba, nos contentamos com a quarta suplência na Câmara Federal por ação particular do deputado federal Manoel Júnior.
Colocando a questão em tom comparativo com a Paraíba, registre-se que tínhamos até domingo o senador Efraim Morais ocupando a Primeira Secretaria, mesmo assim afetado por perseguição mesquinha de setores partidários do próprio Senado em combinação com setores da Imprensa de Brasília e de João Pessoa impedindo que pudesse ter realce do ponto-de-vista de visibilidade positiva, mesmo porque na Oposição ele é do DEM pouco poderia arrancar de grandes projetos no Governo Federal.
Lembramos que durante várias oportunidades do processo político brasileiro do século passado, especialmente, a Paraíba sempre pontificou com a presença de grandes filhos em posições de relevo do comando nacional dos grandes debates travados, algo inexistente nesta fase atual de rearrumação do Congresso Nacional.
Na prática, nossos três senadores Cícero, Efraim e José Maranhão, assim como os deputados federais estão desafiados a levar em conta a realidade imposta pela capacidade dos senadores piauienses para gerar algum tipo de reação nessa proporção porque a Paraíba não pode mais perder tempo em ausentar-se de postos chaves e dos grandes debates.
Se reparar bem, no contexto histórico geral, tudo isso é fruto da cultura de retrocesso vivenciada por nossas lideranças em conflito burro, contra-producente a atrasar muitos projetos em favor da sociedade paraibana porque, embora arrotando valores da democracia, alguns vivem mesmo é com a tirania golpista de impedir que o outro possa produzir algo positivo.
Ao invés de manterem as diferenças,mas com diálogos mínimos para a construção de grandes projetos e/ou propostas estruturantes nos quais tenham o apoio geral da classe política se consolide, preferem, como disse, a incivilidade e o descompromisso com o nosso futuro.
É duro e difícil falar (escrever) assim, mas infelizmente é o que se registra há anos gerando perdas irreparáveis para nossos vizinhos agora para o destemido e forte Piauí.
Aliás, como diz a canção, que é que faz pagar por isso?
