A morte que denuncia Grupos de Exterminio

SÃO PAULO – Embora setores da segurança pública resistam em admitir a existência, infelizmente volta e meia os fatos se sobrepõem às avaliações constatando que em plena era de zelos com a cidadania, especialmente os direitos humanos, a ação fatal de Grupos de Extermínio em zonas de fronteira em nosso Estado continua a produzir vitimas.

É o que se efetiva de ontem para cá diante do assassinato, na praia de Acau, no município de Pitimbu, vitimando o ex-vereador do PT, Manoel Matos.

Embora militante político em Itambé, Manoel Matos era muito conhecido em Pedras de Fogo – município da Paraíba, tanto que era uma das principais figuras a denunciar o Crime Organizado na fronteira dos dois Estados, infelizmente com a participação de policias na ação cretina.

Desde quando perdeu o mandato em 31 de dezembro passado que Manoel Matos – testemunha especial da CPI do Grupo de Extermínio – vivia se queixando junto ao deputado federal Luiz Couto, ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, de ameaças constantes de morte – ontem consumada com a ação de dois motoqueiros encapuzados.

O fato é que Manoel Matos passa a constar da lista interminável de trabalhadores atingidos pela ação bandida que, infelizmente também não tem tido o combate eficaz do aparelho policial do Estado.

Mesmo assim, o registro da morte do ex-vereador não pode cair no esquecimento, portanto, compete ao PT e os segmentos ligados aos Direitos Humanos partirem para exigências de providências imediatas sob pena de prevalecer no contexto a impunidade como repetência sob os olhos do Estado.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso
Ir para o conteúdo