Cássio: versão, fatos e efeitos

Jânio de Freitas, Roberto Pompeu de Toledo e Ricardo Noblat – três grandes formadores de opinião no País, a partir de veículos de comunicação distintos no eixo Brasília – São Paulo, reproduziram nos últimos dias a síntese da catilinária mais forte que um governante, no caso Cássio Cunha Lima, jamais gostaria de registrar em seus anais.

Cada um à sua maneira reproduziu o conceito de que Cássio representa o que há de mais retrógrado em termos de Política nacional e, pior, sem abrigar nenhum contraditório, nenhuma palavra que acatasse a argumentação em contrário que o governador dispõe.

Em síntese, ao longo dos tempos tem vingado de ponta a ponta na mídia nacional a opinião generalizada de que Cássio é um político próximo de métodos ligados à corrupção e ao despudor político.

Pior – volto a dizer – sem que haja e se esboce nenhuma reação contrária.

Então, se Jânio, Pompeu e Noblat dizem, está tudo sacramentado e prevalece assim esta única versão? Para o grande público circulando no centro sul cremos que sim, até porque eles não dispuseram – nem dispõe até agora – do básico no jornalismo, que é a necessidade de ouvir às partes.

Mas, haverá de ser exaltado para referendar a punhalada fatal dos grandes nomes do Jornalismo nacional: são os Tribunais Regional e Superior Eleitoral quem produziram o conceito, através de suas decisões com maioria e unanimidade dos votos!

De onde se conclui: ate hoje de nada valeram outros valores para compreensão, especialmente a interferência política nas várias fases do processo, tanto que ‘inesperadamente’ até marcha à ré foi aplicada no caso, mesmo sob a aura de que a punição ao governador era indispensável para representar exemplo nacional.

Sobre esse prisma, quem está longe dos fatos pouco entenderá outra lógica em torno da questão, até mesmo o recuo do TSE com abrigo da necessidade de garantir Amplo Direito de Defesa porque estabeleceu – se durante todos os momentos do processo a condenação prévia, sumário e pública de Cássio, através da mídia, versando como único conceito a prática de ilícito do governador – a distribuição de 35 mil cheques – sem ele ter conseguido até hoje estabelecer o contra-ponto por essa acusação nunca ter acontecido de fato. Não há uma única prova, insiste ele em dizer, mesmo sem guarida em lugar nenhum.

Virou algo tipo “bola de neve” em que, desde quando saiu do âmbito estadual, a versão predominante se cristalizou construindo junto à grande Mídia o conceito de político desonesto sem ele sê-lo na integralidade da palavra.

Em síntese, este é o grande saldo negativo no caso particular de Cássio porque essa “onda” afeta em cheio e na direção do futuro sua biografia de político, sobretudo na questão ética porque, mais na frente, são muitos “elementos” construídos pela Mídia a servir seus adversários nos embates à frente. E esse é o preço mais caro de tudo, sem contar que gera a ilação popular do tipo quem cala, consente.

Por isso, na fase presente Cássio precisará se esforçar muito para, no mínimo, minimizar os estragos à sua imagem porque, como se pressupõe, na mídia ele não tem conseguido fazer valer sua versão.

Enquanto há tempo, ou faz esse périplo na midia ou vai difícil superar a mancha.

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