GUARABIRA – A segunda-feira começou como tempo de fortes desabafos produzidos pelo governador Cássio Cunha Lima. Um deles, diante da semana decisiva na qual o Tribunal Superior Eleitoral começa a decidir seu futuro (o do chefe do Executivo paraibano), ele não poupou o verbo:
– Sou vítima da maior e mais forte perseguição já feita a um homem público em toda nossa história ele referia-se não só ao processo jurídico produzido pelo Tribunal Regional Eleitoral na fase presidida pelo desembargador Jorge Nóbrega, mas também aos grandes aparatos, especialmente os de Comunicação numa deferência ao Sistema Correio de Comunicação, tanto que tratou-o como o Jornal do PMDB.
A fala de Cássio teve um alvo certeiro: o relator do processo da FAC, então juiz Carlos Lisboa que, conforme o governador, mesmo atestando nas alegações finais do processo de inexistir programa assistencial nos meses proibitivos por parte do Governo, mesmo assim insistiu em induzir o Tribunal ao erro.
Esta é a parte especial: o governador culpa o então relator Carlos Lisboa como responsável pela posição assumida pelos demais juizes no processo.
É com base nos argumentos de que inexistiu programa social em tempo proibitivo, condição reconhecida pelo próprio relator, e não há nenhuma prova de participação do chefe do executivo nele ( o programa), que Cássio acredita na revisão da decisão do TRE isso em termos de mérito porque, nas preliminares, ele diz não ter dúvidas de amparo legal pelo TSE da mesma jurisprudência de Santa Catarina.
– A Constituição que serve para Santa Catarina é a mesma aplicada para todos os Estados de forma igual, por isso tenho muita confiança na justiça e na reparação do equivoco cometido contra minha pessoa, que não cometi nenhum erro, nenhum crime desabafou lembrando entrevista do presidente do TSE no Jornal O Globo admitindo que a norma de ouvir o Vice ( no caso José Lacerda) será aplicada a todos.
Outro desabafo atinge seus aliados de Senado
Foi o próprio governador quem no programa semanal de rádio observou logo no inicio que, ao final, queria falar sobre o saldo das emendas orçamentárias de 2009 para o Governo.
Ao final mesmo, na ultima fala antes de recitar poema de Ronaldo Cunha Lima, Cássio disse que lamentavelmente fortemente o fato da Bancada Federal ter disponibilizada mínimas três emendas das 15 existentes para o Estado.
– Nunca na história recente isso aconteceu, ou seja, do Estado ficar fora das grandes emendas orçamentárias afirmou para desabafar:
– Infelizmente, até mesmo os nossos senadores aliados, Cícero Lucena e Efraim Morais, agiram dessa forma numa posição que a respeito, mas não posso deixar de revelar a inconformação finalizou.