Quando segunda-feira chegar, o Governo do Estado deve reunir sua equipe econômica para avaliar o tamanho da injeção econômica advinda das emendas da bancada federal para 2009, sobretudo, em obras estruturantes de grande vulto, mas, de antemão, a Coluna antecipa: o governador vai se assustar com o descompromisso da bancada com as questões de Estado porque das 15 emendas geralmente encaminhadas para o Estado desta feita somente 3 foram consolidadas.
Expliquemos: bastou o Tribunal Superior Eleitoral pautar o processo do caso FAC para a maioria das emendas, comumente encaminhadas para o Estado, agora estarem sendo destinadas aos municípios.
Na prática, significa dizer que a Bancada Federal golpeou seriamente grandes projetos do Governo, a exemplo do Centro de Convenções, a ponte Cabedelo Costinha, etc. Pior: nem mesmo os parlamentares aliados, com raras exceções, deram ouvido às reivindicações do governador.
Por exemplo: mesmo com os senadores Efraim Morais e Cícero Lucena ratificando emendas para o Hospital de Trauma de Campina Grande e o Vale do Jaguaribe, na prática eles ignoraram apelo de Cássio para que na outra emenda permitida a cada senador, projetos como equipamentos hospitalares, transporte escolar e patrulhas mecânicas pudessem ser abrigados pelo Estado, mas não vão ser e sim pelos municípios.
Nunca, em todos os anos anteriores, idêntico procedimento existiu.
O estrago é conseqüência da pauta do TSE porque, comparando com o caso dos outros estados da região, das emendas de bancada (de cada parlamentar) a maioria é destinada ao Estado e não aos municípios como aconteceu ontem (sexta-feira) no caso da Paraiba.
Não sei como o Governo vai reagir, mas não houve solidariedade da base aliada nos encaminhamentos básicos, mínimos, sobre investimentos através do Estado em 2009.